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Maior polo de moda do Brasil cria plataforma para enfrentar Shein e Shopee após queda da 'taxa das blusinhas'

Associação de lojistas quer ampliar vendas on-line em todo o país diante da concorrência de plataformas estrangeiras

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 20 de maio de 2026 às 10:18

Região da 44, em Goiânia
Região da 44, em Goiânia Crédito: Divulgação

Considerada um dos maiores polos de moda atacadista do país, a Região da 44, em Goiânia (GO), prepara uma nova estratégia para fortalecer os lojistas locais diante da concorrência crescente das plataformas internacionais de e-commerce. A Associação Empresarial da Região da 44 (AER44) desenvolve um marketplace próprio para permitir que comerciantes vendam produtos on-line para consumidores de todo o Brasil.

O presidente da AER44, Sérgio Naves, afirmou em entrevista ao Portal6 que o projeto já está com cerca de 70% da estrutura concluída.

A iniciativa surge em meio ao avanço de aplicativos estrangeiros de compras e à recente redução da chamada “taxa das blusinhas”, que zerou o imposto de importação para compras internacionais de até 50 dólares (cerca de R$ 250 reais). “Se tudo der certo, nos próximos meses nós vamos ter a nossa própria plataforma. Eu acho que isso vai representar muito para os lojistas”, afirmou Sérgio Naves.

Região da 44 por Divulgação

Ele disse ainda que as negociações para colocar o projeto no ar estão em estágio avançado. “Estamos em negociações ainda, mas negociações bem adiantadas”, acrescentou.

Apesar de ainda não ter sido oficialmente lançado, o marketplace já possui domínio registrado desde junho de 2025.  

Disputa com gigantes do comércio on-line

A criação da plataforma ocorre em um cenário de forte concorrência no varejo. O crescimento de empresas como Shein, Shopee, Temu, Mercado Livre e Amazon tem pressionado comerciantes locais, principalmente por causa dos preços baixos praticados pelas plataformas.

Segundo Sérgio Naves, a concorrência já afeta o faturamento e provocou o fechamento de lojas na região. “Nós estamos com 13.000 lojas hoje e mais 2.600 feirantes, nós geramos emprego e pagamos imposto. Então, nós precisamos dessa isonomia para, pelo menos, equipararmos as forças”, afirmou.

Na entrevista, Naves destacou a força da produção local. “Hoje nós produzimos 65% do que a gente vende. E o jeans nosso, hoje, corresponde ao maior polo produtor de jeans do Brasil, e de alta qualidade”, declarou.

O marketplace ainda não possui data oficial de lançamento, já que depende da conclusão do desenvolvimento da plataforma e das negociações finais com os responsáveis pelo projeto. A expectativa da associação é transformar a ferramenta em uma vitrine digital nacional para as marcas da Região da 44.

Tags:

Comércio