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Perla Ribeiro
Publicado em 29 de abril de 2026 às 16:40
O canabidiol (CBD), substância derivada da cannabis, tem sido estudado como alternativa terapêutica para diferentes condições. Entre as principais indicações está a epilepsia refratária. Estudos clínicos demonstram redução significativa das crises convulsivas, especialmente em síndromes como Dravet e Lennox-Gastaut, além de melhora na qualidade de vida dos pacientes. >
Além disso, o CBD apresenta evidências no controle de sintomas da esclerose múltipla, como espasticidade, dor neuropática e distúrbios do sono. Também há resultados promissores no tratamento da dor crônica, sobretudo de origem neuropática, devido à sua ação anti-inflamatória e moduladora no sistema nervoso. Em transtornos de ansiedade e no Transtorno do Espectro Autista (TEA), os estudos também indicam benefícios.>
Associação Chapada Diamantina de Pacientes e Estudos da Medicina Canábica
De acordo com o médico e clínico geral, Adam de Lima Alborta, o canabidiol é uma alternativa eficaz e segura, mas o uso indiscriminado da substância pode trazer riscos, como ocorre com qualquer medicação, e deve ser feito com acompanhamento profissional. “O canabidiol atua no sistema endocanabinoide, ajudando a regular funções como dor, sono e resposta emocional. No entanto, é fundamental entender que não se trata de uma cura, mas de uma ferramenta terapêutica que deve ser utilizada com critério”, afirma.>
Veja cinco condições em que o canabidiol pode ajudar:>
Para completar, o especialista ressalta que o CBD não substitui tratamentos convencionais e não deve ser visto como uma cura. “O canabidiol entra como uma terapia complementar e auxiliar. Ele não substitui os demais tratamentos para essas condições. Antes de iniciar o uso, é importante passar por uma avaliação criteriosa para verificar se ele é indicado para cada caso”, finaliza Alborta.>