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Nauan Sacramento
Publicado em 29 de abril de 2026 às 17:39
A nova lei define regras contratuais específicas e garante proteção aos direitos autorais e conexos de criadores e intérpretes. Entre os avanços de cidadania, o texto assegura a proteção da integridade física e moral dos artistas e garante vaga escolar para filhos de profissionais que atuam em companhias itinerantes. Segundo o diretor do Centro de Dança da Funarte, Rui Moreira, a medida consolida a prática como fundamental para o desenvolvimento sociocultural e econômico do país.>
O texto estabelece requisitos claros para quem deseja atuar na área. Poderão exercer a profissão:>
A lei também preserva o direito adquirido, permitindo que profissionais que já atuavam na área antes da publicação da norma continuem suas atividades sem impedimentos. Outro ponto relevante é a dispensa de inscrição em conselhos de outras categorias, evitando conflitos de regulamentação.>
Além de bailarinos, dançarinos e coreógrafos, a lei contempla diretores de movimento, ensaiadores, dramaturgos de dança, críticos, curadores e maîtres de ballet. A norma também habilita esses profissionais a prestarem serviços de consultoria e a coordenarem projetos e planos pedagógicos no setor.>
A aprovação final é celebrada como uma vitória de vinte anos de mobilização do Fórum Nacional de Dança (FND) e sindicatos. Com origem em 2016 no Senado, sob autoria de Walter Pinheiro, o projeto avançou na Câmara com relatorias das deputadas baianas Alice Portugal e Lídice da Mata.>
Para a professora Dulce Aquino, diretora do FND e pioneira na luta pela regulamentação, o impacto será direto na dignidade de quem vive da arte. "A dança é a linguagem artística mais praticada no país, presente em 67% dos municípios. Esta lei traz dignidade para o operário e o criador da dança", destacou a docente.>