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Menina de 5 anos morta pela mãe e padrasto por 'encher o saco' foi enterrada viva, diz laudo

Exame aponta asfixia por soterramento, indica agressões anteriores e reforça acusação contra os suspeitos

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 29 de abril de 2026 às 09:22

Maria Clara Aguirre Lisboa
Maria Clara Aguirre Lisboa Crédito: Reprodução

O laudo necroscópico de Maria Clara Aguirre Lisboa, de cinco anos, concluiu que a causa da morte foi asfixia mecânica por soterramento. O documento traz um dado crucial: havia terra na traqueia da criança, indicando que ela ainda respirava quando foi enterrada.  As informações foram divulgadas pela TV Tem, afiliada da Globo, que teve acesso ao laudo.

Maria Clara foi localizada morta em 14 de outubro de 2025, no fundo da casa onde vivia com a mãe, Luiza Aguirre Barbosa da Silva, e o padrasto, Rodrigo Ribeiro Machado, em Itapetininga, interior de São Paulo. O corpo estava em uma cova rasa, coberta com concreto. Ambos foram presos e confessaram o crime.

Rodrigo e Luiza foram presos por Reprodução

O exame também identificou traumatismo craniano, compatível com agressões sofridas antes da ocultação do corpo. Segundo a perícia, o cadáver já estava enterrado havia cerca de 20 dias quando foi encontrado, o que aponta para o fim de setembro como período da morte. A investigação indica que o corpo foi escondido dois dias após o crime.

A Justiça agendou para 19 de maio a audiência de instrução, etapa que deve decidir se os acusados serão levados a júri popular.

Avó denunciou desaparecimento

O desaparecimento da menina começou a ser apurado após a avó paterna procurar o Conselho Tutelar no início de outubro. O órgão informou que já acompanhava a situação da mãe devido a um episódio anterior de ameaça envolvendo o padrasto. Conforme registro, não havia contato com a mulher desde agosto, e o desaparecimento foi oficialmente comunicado à Polícia Civil em 8 de outubro.

Após diligências, a polícia encontrou o corpo em avançado estado de decomposição. Havia sinais de lesões causadas por instrumento contundente, possivelmente uma ferramenta.

No mesmo dia da descoberta, mãe e padrasto foram localizados e confessaram o crime durante interrogatório. Eles admitiram ter matado a criança e concretado o corpo para dificultar a descoberta.

No dia seguinte, veio a público um áudio enviado pelo padrasto ao pai da menina, no qual ele afirmava que a criança estava morta e que isso encerraria o vínculo entre o pai e a mãe. Na gravação, também pede que o homem pare de incomodá-los. Segundo a avó da vítima, essa mensagem foi enviada cerca de duas semanas antes de o corpo ser encontrado.

Prisão mantida

Após audiência de custódia realizada em 15 de outubro, a Justiça manteve a prisão preventiva dos dois. A mãe foi encaminhada para a unidade prisional de Votorantim, enquanto o padrasto foi levado para Capão Bonito. Ambos devem responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Franco Augusto, a menina sofria agressões frequentes. Ele afirmou que o padrasto tinha antecedentes criminais e exercia violência psicológica tanto contra a criança quanto contra a mãe, utilizando a menina como forma de pressão, além de praticar agressões físicas.

O sepultamento ocorreu no mesmo dia da confirmação do crime. Devido ao avançado estado de decomposição, não houve velório. A cerimônia foi realizada no Cemitério Colina da Paz, com a presença apenas de familiares do pai biológico.

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Maria Clara Aguirre Lisboa