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Não foi acidente: homem é preso acusado de matar mulher e filha de 3 anos encontradas em carro submerso no rio

Ele alegou que esposa dirigia, se perdeu e caiu com carro na água, mas versão foi contestada

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 11 de maio de 2026 às 09:47

Iria Djanira e a filha Maria Laura
Iria Djanira e a filha Maria Laura Crédito: Reprodução

Um homem de 38 anos foi preso acusado pelas mortes da esposa, de 36, e da filha, uma menina de apenas três anos. Iria Djanira Roman Costa Talaska e Maria Laura Roman Talaska foram encontradas mortas dentro deum carro submerso que caiu no Rio Paraná na cidade de Porto Rico (PR) no último dia 2 de maio.

Márcio Talaska foi preso na última sexta (8) pela polícia após uma investigação que analisou imagens de 23 câmeras de segurança.

Segundo reportagem do portal G1, testemunhas contaram que a família saiu de uma confraternização. Márcio foi dirigindo o carro, levando Djanira e Maria Laura no veículo. É possível ver o caminho até a rapa de acesso ao rio. No depoimento, Márcio alegou que quem dirigia o carro era a esposa, que teria se perdido no caminho, mas as imagens mostram que o percurso foi feito de maneira linear em oito minutos.

Carro entra em rampa e não para por Reprodução

"Não havia uma postura ali do casal de perguntar onde seria a saída da cidade, não teria nenhuma evidência através das câmeras de monitoramento de que esse casal teria perguntado, pedido algum tipo de ajuda e perguntado a saída da cidade.(...)Com todos esses elementos, há indicativos de que o masculino teria cometido tal fato de forma proposital", acredita a delegada Iasmin Gregorio.

Depois que o carro cai da rampa, Márcio sai facilmente do veículo e demora um minuto e meio para pedir ajuda. A mulher e a filha acabaram sendo retiradas sem vida do rio, horas depois. Os corpos das duas foram enterrados no Cemitério Municipal de Nova Londrina.

A defesa de Márcio divulgou nota afirmando que ainda não teve acesso integral à decisão judicial e nem às provas que teriam "fundamentado medida tão grave e excepcional^. "É necessário registrar que Márcio encontra-se profundamente abalado, emocionalmente destruído pela tragédia que vitimou sua esposa e sua filha. Trata-se de um homem que, além de enfrentar uma perda irreparável, agora se vê privado de sua liberdade antes mesmo de ter acesso pleno aos elementos que sustentaram essa decisão", diz o texto, que afirma ainda que a defesa vai adotar todas as medidas em busca da revogação da prisão preventiva.

Leia nota na íntegra:

"A defesa de Márcio Talaska vem a público manifestar sua irresignação diante da decretação de sua prisão preventiva. Até o presente momento, a defesa não teve acesso integral à decisão judicial, tampouco aos elementos de prova que teriam fundamentado medida tão grave e excepcional. Por essa razão, qualquer análise mais aprofundada será realizada assim que a defesa tiver conhecimento completo dos fundamentos utilizados para justificar a segregação cautelar. É necessário registrar que Márcio encontra-se profundamente abalado, emocionalmente destruído pela tragédia que vitimou sua esposa e sua filha. Trata-se de um homem que, além de enfrentar uma perda irreparável, agora se vê privado de sua liberdade antes mesmo de ter acesso pleno aos elementos que sustentaram essa decisão. A defesa respeita as instituições, mas entende que a prisão preventiva, por sua natureza excepcional, deve estar sempre amparada em fundamentos concretos, atuais e devidamente demonstrados, não podendo servir como resposta automática à comoção pública ou à gravidade abstrata dos fatos. Diante disso, serão adotadas todas as medidas jurídicas cabíveis para impugnar a decisão e buscar a imediata revogação da prisão preventiva, com o restabelecimento da liberdade de Márcio. A defesa reafirma sua confiança no Poder Judiciário do Estado do Paraná, na serenidade da Justiça e na certeza de que, com acesso integral aos autos e ao contraditório, será possível demonstrar a arbitrariedade da medida e obter a restituição de sua liberdade."