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Da Redação
Publicado em 25 de agosto de 2013 às 01:26
- Atualizado há 3 anos
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Começa a funcionar neste domingo (25) um sistema que promete reduzir em 20% a espera dos passageiros na linha 2-verde do metrô de São Paulo. O novo sistema de controle e sinalização, que é testado desde o ano passado, será usado pela primeira vez em toda a extensão da linha -14,7 km. Chamado de CBTC (Comunication-Based Train Control), ele é mais moderno que o atual e promete reduzir o intervalo entre os trens, que hoje é de 160 segundos, em média. No formato atual, a localização dos trens é enviada à central de operações por cabos de fibra ótica apenas em alguns pontos fixos. >
Por segurança, as composições precisam ficar a 150 metros umas das outras. O novo modelo, baseado em comunicação por radiofrequência, permite a localização em tempo real em todos os trechos -o que garante uma distância menor entre as composições. Na prática, o menor intervalo pode ajudar a reduzir a superlotação. No ano passado, a média de ocupação da linha 2-verde no horário de pico da tarde foi de 5,7 passageiros por m2. >
O sistema também é mais seguro, pois evita que o trem ultrapasse a velocidade permitida. O CBTC também comporta a operação automática, capaz de realizar a movimentação do trem independente da presença de operador. Os testes na linha 2 começaram em janeiro do ano passado, e a previsão inicial era de que fossem concluídos em seis meses. >
Mas a companhia fala em trocar o sistema ao menos desde 2009. Segundo o Metrô, o sistema será implantado de forma gradativa e vai funcionar inicialmente apenas aos domingos. Atualmente, o sistema já funciona em um trecho de 2,9 km entre as estações Vila Prudente e Sacomã. >
“De acordo com o desempenho apresentado pelo sistema, a operação nesse modo será estendida para os sábados e posteriormente para dias comerciais”, afirma a empresa. Após os testes, o CBTC será instalado nas linhas 1-azul (de 20 km de extensão) e 3-vermelha (22 km). Alstom Os contratos para a instalação da nova sinalização foram assinados com a Alstom em 2008, ao custo de mais de R$ 700 milhões. >
A empresa é investigada pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e pelo Ministério Público de São Paulo, após denúncia feita pela Siemens, por suspeita de integrar cartéis que fraudaram licitações. A empresa francesa diz que está colaborando com as autoridades brasileiras na investigação do caso. >
A Alstom usa o sistema paulistano em seu material de divulgação, afirmando que ele irá reduzir os intervalos em 40 segundos em média quando estiver implantado nas três linhas. “Problemas de congestionamento e atraso irão cair substancialmente nessa rede, que transporta 4,3 milhões de passageiros por dia”, diz o documento da Alstom. >