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Para neto de João Goulart anistia é 'desagravo público'

Jango foi reconhecido neste sábado pelo governo como anistiado político

  • D
  • Da Redação

Publicado em 15 de novembro de 2008 às 21:28

 - Atualizado há 3 anos

O ex-presidente João Goulart, deposto pela ditadura militar em 1964 foi reconhecido neste sábado (15) pelo governo como anistiado político. Seu neto, Cristhofer Goulart afirmou que o ato representa um 'desagravo público para um presidente constitucional que foi deposto por um golpe inconstitucional'.

O presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão, cumprimenta o neto de Jango (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/AB)

Ele, lembrou que Jango, como era conhecido o avô, foi o único presidente brasileiro a morrer no exílio. 'Que o Brasil preste uma homenagem àquele presidente que sequer teve luto oficial na data do seu falecimento. Morreu em 1976, e o silêncio foi a versão oficial do governo ditatorial que na época tinha medo da comoção popular pela morte daquele que era a personificação da queda da democracia brasileira.'

A viúva do ex-presidente, Maria Tereza Goulart, responsável pelo pedido de anistia a Jango, também foi anistiada. Ela receberá reparação econômica na forma de pensão mensal de R$ 5.425, além de uma indenização. A pensão é retroativa a 1999.

A decisão de anistiar João Goulart foi tomada durante julgamento da Comissão de Anistia Política do Ministério da Justiça, realizado em Natal (RN), durante a 20ª Conferência Nacional dos Advogados do Brasil.

Jango foi eleito vice-presidente de Jânio Quadros em 1960. No ano seguinte, com a renúncia de Quadros, assumiu a presidência e foi deposto em 1964 pelos militares que então assumiram o poder. O ato marcou o início da ditadura militar no país.

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