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Maysa Polcri
Publicado em 17 de abril de 2026 às 19:18
A policial militar Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, que matou com um tiro no peito Thawanna Salmázio, na Zona Leste de São Paulo, foi promovida de estagiária a soldado. A promoção ocorre duas semanas após a morte e foi oficializada na edição desta sexta-feira (17) do Diário Oficial do Estado. >
A soldado esteve afastada das ruas e é investigada pela Corregedoria da PM e pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil.>
O caso aconteceu no início de abril, no bairro Cidade Tiradentes, e passou a ser investigado pelo Ministério Público de São Paulo e pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.>
Soldado PM Yasmin atirou em Thawanna durante abordagem
Segundo registros da ocorrência e imagens captadas pela câmera corporal de outro policial presente na viatura, a soldado que efetuou o disparo não usava o equipamento individual de gravação por estar em fase inicial de atuação operacional após formação recente na corporação. >
Ainda conforme as informações divulgadas após o episódio, Yasmin estava na etapa de estágio supervisionado da formação policial e havia começado o patrulhamento nas ruas havia aproximadamente três meses. Ao todo, ela tem pouco mais de um ano de PM.>
Segundo as imagens registradas pela câmera corporal de outro policial da equipe, a abordagem começou por volta das 2h58, quando a viatura entrou na Rua Edimundo Audran, em Cidade Tiradentes. Pouco depois, o retrovisor do veículo atingiu o braço de Luciano Gonçalvez dos Santos, companheiro de Thawanna.
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Após o contato, o PM que dirigia aa viatura parou o carro, deu marcha à ré e fez um comentário ao homem, reclamando por ele estar andando na rua. Luciano respondeu chamando o policial de “Steve”, expressão usada por agentes como gíria interna para se referirem a colegas de corporação. O policial reagiu em tom de repreensão.>
Na sequência, Thawanna interveio e disse: “Não, não, com todo o respeito, vocês que bateram em nós”. Logo depois, a soldado Yasmin Cursino Ferreira desceu da viatura e se aproximou da mulher.>
Ainda nas imagens é possível ouvir Thawanna pedindo para que a policial não apontasse o dedo em sua direção. Instantes depois, o disparo foi efetuado e atingiu a vítima no peito.>
Cerca de dois minutos após o tiro, por volta das 3h, uma segunda viatura chegou ao local. O policial que dirigia o primeiro carro relatou aos colegas o que havia acontecido e iniciou tentativa de prestar os primeiros socorros à vítima até a chegada da equipe de resgate, aproximadamente às 3h30.>
Após o atendimento inicial, os dois policiais envolvidos deixaram o local em outra viatura. A família da vítima contesta a versão policial e afirma que não houve agressão que justificasse o uso de arma de fogo. O caso também motivou protestos de moradores da região e reacendeu o debate sobre protocolos de abordagem policial e uso de câmeras corporais.>
A Secretaria da Segurança Pública informou que os policiais envolvidos foram afastados do serviço operacional enquanto as circunstâncias da morte são apuradas nas esferas administrativa e criminal.>
Thawanna morava na região de Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo, e trabalhava como ajudante-geral. Ela era mãe de cinco filhos, com idades entre 5 e 16 anos, e parte deles dependia diretamente da renda dela. A morte provocou comoção entre familiares e moradores do bairro, que organizaram manifestações pedindo esclarecimentos sobre a abordagem policial e responsabilização no caso.>