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Policiais pagam fiança de eletricista preso por furtar carne em supermercado no DF

Mário Ferreira Lima está desempregado e não havia recebido os R$70 do Bolsa Família. Ele passou mal na delegacia

  • D
  • Da Redação

Publicado em 15 de maio de 2015 às 11:38

 - Atualizado há 3 anos

Policiais civis do Distrito Federal ficaram consternados com a situação de um eletricista preso por furto e resolveram pagar a fiança para que ele fosse libertado. Mário Ferreira Lima, de 47 anos, havia sido preso em flagrante por furtar carne em um supermercado, na última quarta-feira (13). Ele foi detido e levado para a 20ª Delegacia de Polícia (DP/Gama Oeste), em Santa Maria.(Foto:Divulgação/Polícia Civil do DF) Além da fiança, os agentes ainda compraram alimentos e produtos de higiene para ele. O eletricista está desempregado há três meses e mora com o filho de 12 anos. Ele tentou furtar 2kg de carne por volta das 16h de quarta-feira em um supermercado, mas foi pego.De acordo com Mário, sua única renda atual é de R$70 mensais recebidos através do Programa Bolsa Família. O recurso não tinha sido depositado na conta dele e, conforme seu relato, só tinha R$20 dentro da carteira.Segundo o policial Ricardo Machado, ao chegar à delegacia, o eletricista passou mal e desmaiou. O policial ainda contou que Mário se desesperou no momento da prisão, já que o filho estava sozinho em casa. A preocupação emocionou a agente Kelen Cristina, que pagou a fiança de R$270.Para certificar de que a história do homem era verdadeira, Kelen foi até a casa dele e constatou que a situação era de extrema pobreza. No mesmo dia os policiais levaram Mário Lima ao supermercado e pediram que ele escolhesse os produtos. Embora os agentes tenham pago a fiança, o eletricista ainda pode ser condenado. A pena pode ser de um a quatro anos de prisão.Um funcionário do supermercado que não quis se identificar disse que a quantidade de carne furtada foi de 7,5kg, que equivale a R$121,20. Segundo o empregado, o furto foi monitorado pelas câmeras e o homem entrou no estabelecimento com a bolsa vazia e aberta. 

* Com colaboração de Leonardo Gusmão, estudante da 8ª turma do Correio de Futuro