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Elaine Sanoli
Publicado em 31 de março de 2026 às 06:30
Conhecido como o Dia da Mentira, o 1º de abril costuma ser marcado por brincadeiras e pegadinhas entre amigos. A tradição é antiga e remonta à implementação do calendário gregoriano. >
O ano era 1582. No calendário juliano, o Ano-Novo costumava ser comemorado em meados de março, com celebrações que se estendiam até o dia 1º de abril.>
Após decisão da Igreja Católica, o calendário gregoriano passou a ser adotado como método de organização dos dias. A medida, no entanto, não agradou a todos. Parte dos franceses, apegados à antiga tradição, resistiu às mudanças propostas e desejava continuar seguindo a data antiga de início do ano.>
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A resistência acabou se tornando motivo de chacota e piadas. Os que mantinham o costume passaram a ser alvo de presentes esquisitos e convites para festas inexistentes. Essa é uma das explicações para a tradição de pregar peças e zombar de amigos na data.>
No Brasil, há um marco simbólico em 1848, com o jornal “A Mentira”. Em 1º de abril daquele ano, o periódico circulou em Pernambuco com a falsa notícia da morte de Dom Pedro I. O fato foi desmentido no dia seguinte, mas o simbolismo da data permaneceu.>
Há também relatos históricos que relacionam o 1º de abril ao festival de Hilária, uma celebração romana anterior ao nascimento de Cristo, realizada no equinócio de março em honra à deusa Cibele, a “Mãe dos Deuses”, que reunia características de divindades gregas como Gaia, Reia e Deméter.>