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Perla Ribeiro
Publicado em 27 de abril de 2026 às 16:06
A deficiência de ferro é uma das carências nutricionais mais comuns no mundo e afeta principalmente mulheres e crianças. Embora muitas vezes associada apenas à alimentação, a condição envolve fatores fisiológicos, fases da vida e demandas específicas do organismo, o que torna esses grupos mais suscetíveis ao problema. >
De acordo com o Diretor Médico da Carnot Laboratórios, Carlos Alberto Reyes Medina, a maior vulnerabilidade está diretamente relacionada às necessidades aumentadas de ferro em determinados períodos. Mulheres em idade fértil, por exemplo, apresentam maior risco devido à perda sanguínea durante o ciclo menstrual, além de demandas ainda mais elevadas durante a gestação. Já as crianças, especialmente nos primeiros anos de vida, estão em fase de crescimento acelerado, o que exige maior aporte de nutrientes.>
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a anemia afeta cerca de 40% das crianças menores de cinco anos e aproximadamente 30% das mulheres em idade reprodutiva no mundo. No Brasil, dados do Ministério da Saúde indicam que a deficiência de ferro é uma das principais causas de anemia nessas populações, sendo considerada um problema de saúde pública.>
Além das necessidades aumentadas, outros fatores contribuem para essa vulnerabilidade, como a baixa ingestão de alimentos ricos em ferro, dificuldades de absorção do nutriente e dietas restritivas. Em crianças, a introdução alimentar inadequada pode comprometer a oferta de ferro, enquanto em mulheres, hábitos alimentares e condições como sangramentos intensos podem agravar o quadro.>
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Os sintomas da deficiência de ferro podem ser silenciosos no início, mas tendem a se intensificar com o tempo. Entre os sinais mais comuns estão cansaço excessivo, palidez, falta de concentração, irritabilidade, queda de cabelo e unhas frágeis. Em crianças, o problema pode impactar diretamente o desenvolvimento cognitivo e o desempenho escolar.>
A Organização Mundial da Saúde alerta ainda que a anemia por deficiência de ferro está associada a prejuízos no desenvolvimento físico e mental, além de aumentar o risco de complicações durante a gestação, como parto prematuro e baixo peso ao nascer. O diagnóstico deve ser feito por meio de avaliação médica e exames laboratoriais, que permitem identificar não apenas a deficiência, mas também suas causas. O tratamento varia de acordo com a gravidade do quadro e pode incluir ajustes na alimentação e suplementação, sempre com orientação profissional.>
A prevenção passa por uma alimentação equilibrada, acompanhamento médico regular e atenção aos sinais do corpo. Garantir níveis adequados de ferro é essencial para a saúde, o desenvolvimento e a qualidade de vida, especialmente em grupos mais vulneráveis.>