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Psicóloga brasileira está desaparecida há mais de dez dias na Inglaterra

Vitória almoçou com uma amiga e deveria se reencontrar com ela no fim da tarde, mas não compareceu ao local combinado e nem respondeu mais às mensagens

  • Foto do(a) author(a) Perla Ribeiro
  • Perla Ribeiro

Publicado em 15 de março de 2026 às 14:49

Psicóloga brasileira está desaparecida há mais de dez dias na Inglaterra
Psicóloga brasileira está desaparecida há mais de dez dias na Inglaterra Crédito: Reprodução

A psicóloga cearense Vitória Figueiredo Barreto, 30 anos, está desaparecida há mais de dez dias na Inglaterra. Ela foi vista pela última vez após sair da Universidade de Essex, a cerca de 90 quilômetros de Londres, no dia 3 de março. A Polícia de Essex, que está à frente das buscas pela brasileira, informou que os últimos passos conhecidos de Vitória foram quando ela pegou um ônibus, por volta das 13 horas, saindo de Wivenhoe, onde fica a universidade, e desembarcou na cidade litorânea de Brightlingsea cerca de 30 minutos depois. As informações são do G1 Ceará.

Vitória está fora do Brasil desde janeiro. Ela participou de um congresso no Marrocos, representando o Brasil pelo Instituto Quatro Varas. Depois, seguiu para a Inglaterra. Desde o início de março, ela estava hospedada em Southend, na casa de uma amiga e professora da Universidade de Essex. No dia do seu desaparecimento, Vitória tinha almoçado com a amiga e deveria se reencontrar com ela no fim da tarde. No entanto, ela não compareceu ao local combinado e não respondeu mais às mensagens. Familiares também afirmaram que perderam o contato com Vitória também no dia 3 de março.

Segundo a polícia, a brasileira foi vista pela última vez usando um casaco escuro, uma blusa azul de gola alta, calça jeans azul-clara e tênis pretos. Vitória também usava uma bolsa com as palavras “People Over Profit” (“pessoas acima do lucro”, em tradução livre). Conforme a investigação, é possível que a brasileira tenha circulado pela área do porto de Brightlingsea na noite do último dia que foi vista. À frente das investigações, a superintendente Anna Granger orientou que as pessoas que moram ou trabalham na região de Brightlingsea ajudem nas buscas, checando imagens de câmeras de segurança de suas casas e veículos para tentar encontrar algum registro de Vitória.

Buscas de porta em porta na região, análise de imagens e conversas com familiares e amigos de Vitória fazem parte das ações da polícia britânica. Em uma postagem em um perfil no Instagram, criado para dar suporte às buscas, uma amiga de Vitória afirmou que, no último domingo (8), a polícia realizou uma ampla busca no mar, com uso de drones. A conclusão da polícia, segundo a amiga, era de que ela não estaria no mar. "Vitória está desaparecida há quase uma semana, e a cada dia que passa, nossa preocupação aumenta", afirmou a superintendente Anna Granger, em publicação da Polícia de Essex na última segunda-feira (9).

Sem notícias da brasileira, familiares e amigos de Vitória afirmam que a quebra do sigilo bancário poderia dar acesso aos cartões de crédito dela, auxiliando a compreender os últimos passos antes do desaparecimento. A amiga que divide moradia com Vitória em Fortaleza, a também psicóloga Fernanda Silvestre, diz que recebeu um alerta de emergência enviado pelo celular da brasileira no dia do desaparecimento, com posição no mar. Os aparelhos das duas amigas estavam emparelhados.

"O último sinal de localização do iPhone dela indicou uma posição no mar, o que levanta uma preocupação muito grande de possível sequestro relacionado a tráfico humano", declarou. Ainda segundo a amiga de Vitória, as buscas deveriam ser intensificadas no mar e em outros portos da Europa, levando em consideração a possibilidade de sequestro ou tráfico humano.

A viagem de Vitória para a Inglaterra tinha também como objetivo buscar oportunidades de estudo e palestras, com a possibilidade de iniciar um doutorado. Formada em Psicologia Integrativa pela Universidade de Fortaleza (UNIFOR), Vitória informa no seu perfil profissional nas redes sociais que é poliglota e possui diversas especializações, como Terapia Familiar Sistêmica e Constelação pelo Instituto Militão, além de atuar como Capelã pela CETEB. Além da rotina profissional, ela também costuma compartilhar nas redes viagens e momentos de lazer.

Em nota emitida no dia 5 de março, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) informou que acompanha o caso por meio do Consulado-Geral do Brasil em Londres. Conforme o órgão, o Consulado mantém contato com autoridades locais e com a família da brasileira, prestando assistência consular. O Itamaraty informou ainda que a atuação consular segue a legislação brasileira e internacional. Por questões de privacidade, o ministério não divulga detalhes sobre casos individuais de assistência a brasileiros.