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Servidor afastado mata diretora e psicóloga do Cefet e tira a própria vida

Crime causou pânico e local precisou ser evacuado

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 29 de novembro de 2025 às 07:18

A diretora Allane Pedrotti e a psicóloga Layse Pinheiro foram mortas no Cefet
A diretora Allane Pedrotti e a psicóloga Layse Pinheiro foram mortas no Cefet Crédito: Reprodução

Duas funcionárias do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet), no Maracanã, no Rio de Janeiro, foram mortas a tiros por um colega de trabalho na tarde de sexta-feira (28). O autor dos disparos, identificado como João Antônio Miranda Tello Gonçalves, tirou a própria vida em seguida, segundo a Polícia Militar. 

A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga o caso e apura também a morte do agressor. As vítimas são a diretora Allane de Souza Pedrotti Mattos, responsável pela Divisão de Acompanhamento e Desenvolvimento de Ensino (DIACE), e a psicóloga Layse Costa Pinheiro.

João Antônio, que estava afastado havia cerca de 60 dias por problemas de saúde mental, era funcionário da instituição e já havia exercido o cargo de coordenador da Coordenadoria Pedagógica do Departamento de Ensino Médio e Técnico entre dezembro de 2019 e junho de 2020. Colegas relataram que ele manifestava interesse em voltar ao setor onde Allane atuava, mas a motivação do ataque ainda não foi esclarecida.

João Antônio Miranda Tello Gonçalves por Reprodução

Como o ataque ocorreu

De acordo com relatos colhidos pela polícia, João entrou primeiro na sala onde estava Allane e efetuou disparos à queima-roupa, atingindo a diretora na nuca e no ombro. Em seguida, ele seguiu para outra sala e atirou contra Layse, que foi baleada na cabeça e no abdômen.

Depois disso, o servidor foi até uma terceira sala, onde cometeu suicídio. Os policiais o encontraram já sem vida, ao lado de uma pistola Glock .380 usada nos disparos.

Pânico e testemunhos

O ataque provocou desespero entre alunos e servidores. Professores choraram ao receber a confirmação das mortes na porta da instituição.

“O que sabemos é que ele foi direto para as salas onde elas estavam”, contou o professor Hilário Rodrigues ao portal G1. 

Outro docente relatou o momento de aflição durante a aula. "A gente está emocionado, porque você está dando aula... Os alunos ficaram desesperados", disse. Ele lembrou que o Cefet sempre foi considerado um ambiente seguro. "É lamentável. O Cefet sempre foi um ambiente tão tranquilo para se trabalhar, os colegas, alunos…".

O estudante Jonathan relatou que ouviu barulhos que pareciam disparos, mas só percebeu o que havia acontecido quando outra pessoa entrou na sala avisando que uma funcionária tinha sido baleada.

"Eu estava numa aula de reforço e do nada eu escutei uns quatro barulhos (...). Só que eu não botei fé que era tiro", afirmou. “Aí começou o desespero total”, completou.

Socorro e evacuação

A Polícia Militar evacuou o prédio para garantir que não havia outras ameaças. O Corpo de Bombeiros atendeu as vítimas ainda no local, e ambas foram levadas para o Hospital Municipal Souza Aguiar, mas não resistiram aos ferimentos.

A DHC investiga o histórico funcional do agressor, o afastamento por questões psiquiátricas e as circunstâncias que levaram ao crime.

Tags:

rio de Janeiro Cefet