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Sobe para 27 o número de casas interditadas após explosão em SP

Mais de 230 pessoas já receberam auxílio emergencial de R$ 5 mil em bairro da Zona Oeste de São Paulo; governo criou força-tarefa para acompanhar reconstrução da área

  • Foto do(a) author(a) Mariana Rios
  • Foto do(a) author(a) Agência Brasil
  • Mariana Rios

  • Agência Brasil

Publicado em 14 de maio de 2026 às 11:42

Correria e explosão:  27 imóveis tiveram danos mais graves e estão interditados
Correria e explosão: 27 imóveis tiveram danos mais graves e estão interditados Crédito: Frame Câmera de segurança

Mais de 110 imóveis já passaram por vistoria técnica após a explosão registrada na última segunda-feira (11) no Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo. Segundo balanço divulgado pelas autoridades, até a noite desta quarta-feira (13), 86 residências foram liberadas para retorno dos moradores, enquanto outras 27 seguem interditadas por apresentarem danos estruturais mais graves. 

As inspeções foram realizadas por equipes da Defesa Civil estadual, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), além de técnicos da Sabesp e da Comgás. Uma nova comissão fará, nesta quinta-feira (15), uma reavaliação das casas interditadas para definir as próximas medidas de segurança.

De acordo com Sabesp e Comgás, 232 moradores afetados pela explosão já receberam auxílio emergencial de R$ 5 mil para despesas imediatas. Parte das famílias também está sendo hospedada em hotéis. As concessionárias afirmaram ainda que irão ressarcir os danos causados aos imóveis, incluindo obras de reconstrução das casas atingidas. Algumas reformas já começaram nos imóveis liberados após vistoria.

A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) notificou oficialmente as duas empresas para prestarem esclarecimentos sobre o caso. As informações deverão ser entregues até esta quinta-feira (15) e farão parte da investigação que busca identificar as causas da explosão.

O governo paulista também anunciou a criação da chamada “Gerência de Apoio do Jaguaré”, estrutura que ficará responsável por coordenar o atendimento às vítimas e acompanhar a recuperação da área afetada.

A explosão deixou uma pessoa morta e três feridas. Alexsandro Fernandes Nunes, de 45 anos, foi encontrado sem vida nos escombros pelos bombeiros. Ele era vigilante noturno e estava dormindo em casa na hora do acidente.

Privatização

Nesta quarta-feira (13), o governador Tarcísio de Freitas visitou a região. A privatização da Sabesp, maior companhia de saneamento do país, foi concluída em 23 de julho de 2024, sob a atual gestão do estado, concluindo um longo processo, com pedidos de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) e acusação de desmonte por parte das representações dos trabalhadores.

O Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP) divulgou nota pública de pesar pela explosão no Jaguaré, repudiando o desmonte técnico do saneamento. A entidade classificou o caso como uma tragédia que exige apuração rigorosa, além de “revisão urgente de políticas de gestão que colocam em risco a segurança dos trabalhadores, a integridade das operações e o interesse público”.

“O episódio lança luz sobre um processo preocupante de desestruturação técnica e operacional que vem atingindo a Sabesp nos últimos anos, marcado pela privatização, pela redução acelerada dos quadros próprios e pela perda de profissionais altamente experientes, justamente aqueles responsáveis pela transmissão de conhecimento acumulado ao longo de décadas”, diz a nota do sindicato.

O saneamento básico, ressalta a entidade, é uma atividade complexa, estratégica e de alta responsabilidade, cuja operação depende não apenas de equipamentos, mas sobretudo de mão de obra altamente qualificada, experiência prática e treinamento permanente.

“Ao priorizar exclusivamente indicadores financeiros de curto prazo, com sucessivos programas de desligamento incentivado, enxugamento de equipes e substituição de trabalhadores experientes por estruturas terceirizadas e precarizadas, compromete-se esse patrimônio técnico indispensável à segurança das operações e à qualidade dos serviços prestados à população”, mencionou o SEESP.

Participante ativo no processo de audiências públicas que antecedeu a venda, o Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema) avaliou, já na ocasião, que a perda de controle público é um dos fatores decisivos, com menor peso do governo e de suas secretarias em decisões estratégicas.

O Sintaema chegou a alertar sobre as demissões realizadas desde a privatização da Sabesp e, consequentemente, sobre o risco de aumento de acidentes pela diminuição de equipes de manutenção e resposta rápida. 

Julgamento do STF

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar em março deste ano a privatização da Sabesp. O primeiro voto, do ministro Cristiano Zanin, foi por manter o processo de desestatização. O caso começou a ser julgado no plenário virtual, mas o julgamento foi suspenso poucos minutos após ter começado por um pedido de destaque do ministro Luiz Fux. 

O pedido - feito pelo Partido dos Trabalhadores (PT) para reverter a desestatização - alega, por exemplo, que a empresa foi vendida por preço abaixo do mercado e que houve limitação de participação de acionistas para favorecer apenas uma concorrente. 

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