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Carol Neves
Publicado em 11 de maio de 2026 às 12:28
O Tesouro Direto passou a oferecer oficialmente nesta segunda-feira (11) um novo tipo de investimento voltado a quem busca praticidade, baixo risco e previsibilidade de retorno. Batizado de Tesouro Reserva, o produto foi criado para funcionar como uma alternativa à poupança, aos CDBs e às chamadas caixinhas digitais dos bancos. >
O título público permite aplicações a partir de R$ 1 e terá rentabilidade atrelada à taxa Selic, atualmente em 14,50% ao ano. O governo federal afirma que a proposta é facilitar o acesso de investidores iniciantes e aproximar a experiência do Tesouro Direto à praticidade encontrada em bancos digitais e fintechs.>
Diferentemente do Tesouro Selic, o novo produto foi estruturado para reduzir a complexidade da chamada marcação a mercado, mecanismo que altera diariamente o valor dos títulos conforme variam as expectativas de juros e inflação. Na prática, isso significa que o investidor não deverá enfrentar oscilações no valor aplicado ao realizar resgates antecipados.>
O Tesouro Reserva terá vencimento de três anos, mas o dinheiro poderá ser retirado a qualquer momento, sem descontos. O sistema também permitirá movimentações em qualquer horário, todos os dias da semana, incluindo transferências via Pix.>
Segundo o Ministério da Fazenda, o produto foi criado para formação de reserva financeira “com foco em simplicidade e previsibilidade”.>
Fase de testes>
Durante a fase de testes, alguns clientes do Banco do Brasil já tiveram acesso ao investimento. A liberação para todos os correntistas começou na última quinta-feira (7). Nesta segunda, o lançamento oficial foi marcado pelo tradicional toque da campainha na B3, a bolsa de valores brasileira, dando início à oferta para o público geral.>
O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, afirmou que o objetivo é atingir investidores que “quer rentabilidade, mas também quer segurança”.>
O investimento é considerado de baixo risco por se tratar de um título público emitido pelo governo federal. Apesar disso, ainda não foi informado se o rendimento será equivalente a 100% da Selic.>
Quem pode usar>
Inicialmente, o Tesouro Reserva está disponível apenas no Banco do Brasil, responsável pelo desenvolvimento do produto em parceria com a Secretaria do Tesouro Nacional. Segundo o Ministério da Fazenda, outras instituições financeiras poderão oferecer o título futuramente, dependendo da adesão de cada banco.>
O processo de aplicação segue o modelo tradicional do Tesouro Direto. No Banco do Brasil, o cliente deve acessar a área de investimentos do aplicativo, selecionar o Tesouro Reserva, informar o valor desejado e confirmar a operação.>
Especialistas avaliam que o novo produto deve disputar espaço principalmente com CDBs, LCIs, LCAs e caixinhas digitais. Isso porque reúne características como aplicação mínima baixa, liquidez imediata e rendimento atrelado à Selic.>
Os CDBs funcionam como empréstimos feitos pelos investidores aos bancos em troca de juros. Já as LCIs financiam o setor imobiliário, enquanto as LCAs direcionam recursos ao agronegócio. Em ambos os casos, normalmente há isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas. As caixinhas digitais, por sua vez, organizam automaticamente o dinheiro do cliente em aplicações de renda fixa voltadas a objetivos específicos.>