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Três coronéis vão decidir se tenente-coronel suspeito de feminicídio será expulso da Polícia Militar

Geraldo Leite Rosa Neto está preso desde 18 de maio suspeito de matar a PM Gisele Alves Santana

  • Foto do(a) author(a) Maysa Polcri
  • Maysa Polcri

Publicado em 8 de abril de 2026 às 14:39

Gisele era casada com Geraldo
Geraldo é acusado de matar a soldado Gisele Alves Crédito: Reprodução

tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, suspeito de feminicídio e fraude processual, será julgado por três coronéis da Polícia Militar no Conselho de Justificação. O processo vai decidir se ele perderá o posto e a patente na corporação. O policial é acusado de assassinar a soldado Gisele Alves Santana, morta em fevereiro com um tiro na cabeça, em São Paulo. 

Os nomes dos responsáveis por julgar Geraldo Leite Rosa Neto foram publicados no Diário Oficial do Estado na semana passada. Eles são os coronéis Adalberto Gil Lima Mendonça, comandante do policiamento em Guarulhos e outros municípios da região, Carlos Alexandre Marques, chefe do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), e Marisa de Oliveira, comandante do policiamento na Zona Leste.

O Conselho de Justificação tem prazo inicial de 30 dias, prorrogável por mais 20, assegurando direito de defesa ao acusado. Ao final, o colegiado pode concluir pela absolvição ou sugerir sanções. Em caso de punição, ela deverá ser analisada pelo Tribunal de Justiça Militar de São Paulo (TJM-SP). O órgão pode, inclusive, decidir sobre a aposentadoria do tenente-coronel, que foi transferido para a reserva depois de preso e deve receber cerca de R$ 21 mil por mês.

Imagens mostram movimentação no corredor após morte de Gisele por Reprodução

Relembre o caso 

Gisele Alves Santana foi encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento onde vivia com o marido, que afirmou às autoridades que ela teria cometido suicídio. A versão, no entanto, foi contestada pela família e por laudos que apontam lesões e desmaio de Gisele antes do disparo que a atingiu na cabeça ter sido deflagrado.

O laudo também descreve que as marcas encontradas no corpo da policial eram "contundentes" e provocadas "por meio de pressão digital e escoriação compatível com arranhões característicos de marcas de unhas".

O caso deixou de ser tratado como suicídio e passou a ser investigado como morte suspeita pela Polícia Civil. De acordo com os peritos responsáveis pelo exame, há indícios de que a policial pode ter desmaiado antes de ser atingida pelo disparo na cabeça.

Imagens de câmeras de segurança do prédio registraram o momento em que três policiais militares entram e deixam o apartamento onde Gisele foi encontrada morta. Segundo depoimento de uma testemunha à Polícia Civil, os agentes teriam ido ao imóvel para realizar uma limpeza cerca de dez horas após a ocorrência.