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Armando Avena: a radiografia dos shopping centers na Bahia

  • D
  • Da Redação

Publicado em 7 de agosto de 2015 às 04:36

 - Atualizado há 3 anos

Definitivamente, o baiano gosta de shopping centers e esse gosto vem se refletindo na construção de novos empreendimentos em todo o estado. Neste momento, há quase um dezena de shoppings sendo construídos na Bahia e, mesmo com a desaceleração da economia, os investimentos não foram paralisados.

Até o final do ano, pelo menos três novos shoppings entrarão em operação, e outros tantos estão previstos para serem entregues à população entre 2016 e 2018. Para se ter uma ideia da magnitude desses investimentos, estima-se que eles devem superar a casa dos R$ 600 milhões e três deles – O Shopping de Cajazeiras, em Salvador, o Boulevard Shopping, em Camaçari, e o Juá Garden Shopping, em Juazeiro –, que já confirmaram a inauguração até o final de 2015, representam um investimento da ordem de R$ 200 milhões ou mais.

Outros shoppings estão sendo construídos no interior do estado, a exemplo do Oeste Shopping, em Barreiras, previsto para ser inaugurado no 1º semestre de 2016, do Park Shopping, em Feira de Santana, do Boulevard Shopping, em Vitória da Conquista, e muitos outros. Os shopping centers  estão se interiorizando em  busca do novo consumidor de classe C, e, mesmo com a retração da demanda devido à crise econômica,  a expectativa de regionalização permanece.

A Bahia terá, ao final deste ano, 21 shopping centers e será o sexto maior estado em número de  estabelecimentos no país, com uma Área Bruta Locável – que é o  espaço total  disponível à locação de lojas, salas, boxes, quiosques e assemelhados – de 521 mil metros quadrados. Isso significa que a Bahia tem quase 7% da área locável de shoppings do país e cerca de 25% do total da região nordestina.

Os dados são da Abrasce – Associação Brasileira de Shopping Centeres, e contabiliza apenas aqueles estabelecimentos com área locável superior a 5 mil m².  Salvador é, sem dúvida, o grande espaço comercial dos shopping centers na Bahia e abriga 14 dos 21 shoppings baianos e 80% da Área Bruta Locável nos shoppings.

A população de Salvador é uma das que mais frequentam shopping centers no país e, de tal modo, que, embora a implantação da cobrança pelo uso do estacionamento tenha reduzido o fluxo de visitantes, ao que parece, a tendência será a adaptação rápida ao novo sistema, ainda que o percentual de compras de cada visitante seja reduzido pelo menos nos primeiros meses.

A preferência dos soteropolitanos pelos shopping centers parece ser decorrente do aumento da violência urbana, do acesso a um mix de produtos e serviços à disposição num só lugar, da climatização e da inexistência de ruas comercias que possam atrair os consumidores, especialmente de classe média. Todos esses fatores, além de outros aspectos, explicam a preferência, cabendo, no entanto, ressaltar que, nesse contexto, a inexistência de uma ação mais coordenada dos lojistas de ruas e do poder público termina por inibir um aumento maior do comércio extra shopping.

De todo modo, a radiografia dos shopping centeres na Bahia mostra um setor em franca expansão, apesar do período de vacas magras a que estarão submetidos os lojistas neste ano de 2015. Mas cabe ao articulista ser otimista e profetizar que, passada a fase difícil que atravessa a economia brasileira,  o setor de shopping centers vai deslanchar ainda mais.

Papel e celuloseA crise está passando ao largo do setor de papel e celulose, um dos principais segmentos da indústria baiana. Tudo por causa da desvalorização do real, que aumenta ainda mais a competitividade do produto baiano.

A Bahia Sul Papel e Celulose, por exemplo, superou a Petrobras, e a Braskem e assumiu o posto de 2ª maior empresa exportadora da Bahia. E há boas notícias no setor.

Se o Brasil já era imbatível nas condições climáticas e tecnológicas para o plantio do eucalipto, o que permite que a árvore seja cortada para operação industrial com 7 anos, quando na Europa leva mais de 20 anos, agora vai ficar mais ainda. 

A Suzano está prestes a introduzir no mercado uma nova tecnologia, com modificação genética que permitirá que os eucaliptos possam ser colhidos em 5 anos. Outra boa notícia: o centro de operações comerciais da Suzano no Nordeste está sendo transferido do Recife para Salvador e toda comercialização de papel na região ficará concentrada na capital baiana.

A crise nas finanças dos estadosAs finanças da maioria dos estado brasileiros estão na UTI. Pressionados pela elevação exponencial das despesas previdenciárias, pela redução da arrecadação de ICMS resultante da crise econômica e pela pressão do funcionalismo por melhores salários, os estados brasileiros estão de pires na mão. O estado do Rio Grande do Sul, que já está parcelando os salários dos funcionários, e o estado de Sergipe, que pode fazer o mesmo, são exemplos de uma situação que deve se agravar.

Na Bahia, o rígido controle das despesas públicas implantado pelo governador Rui Costa, através da Sefaz, que vem fazendo um trabalho digno de nota, ainda garante o equilíbrio das contas públicas sem tropeços, o que deve garantir a execução do orçamento em 2015. 

Mas a Bahia já sofre os efeitos da crise e, além das transferências constitucionais estarem crescendo abaixo da inflação, a arrecadação de ICMS teve incremento nominal de apenas 4,8%, no primeiro semestre, o que significa, descontada a inflação do período (IPCA), queda real de 3% em comparação com 2014.

Num quadro como esse é hora do governador Rui Costa, e dos demais governadores, começarem a se mobilizar e exigir mais do governo federal, que continua cortando na carne dos estados e municípios.

A redução da meta atingiu mais os estadosAliás, quando se trata de Brasília, se a farinha é pouca o pirão fica por lá mesmo. Basta ver o que ocorreu com a redução da meta de superávit, conforme cálculos de analistas do portal Bahia Econômica.

Quando a meta de superávit era de 1,2%  do PIB, ou seja, R$ 66 bilhões, o superávit de responsabilidade do governo federal ficou em R$ 55,3 bilhões, e dos estados e municípios em R$ 11 bilhões.

Então, o governo reduziu a meta do superávit para 0,015% do PIB, num montante de  R$ 8,6 bilhões, ficando o governo federal responsável por economizar R$ 5,8 bilhões e os estados e municípios  R$ 2,9 bilhões. Ou seja, o governo federal reduziu seu superávit em 90%, mas reduziu o superávit estadual e municipal  em apenas 76%.

Resultado:  a economia que o governo federal deveria fazer seria de 84%, cabendo aos estados e municípios economizar 16%; agora os estados e municípios têm uma carga proporcionalmente maior, pois o governo federal passou a ser responsável por 67% da meta, enquanto estados e municípios aumentaram a carga, passando a responder por 33% da nova meta.Mas, tudo bem, afinal, segundo  a presidente Dilma, o melhor é não estabelecer meta e, quando alcançar a meta, dobrar a meta.

Quem emprega e quem desemprega na criseO município de Salvador é o que mais vem sofrendo com a crise econômica e eliminou 18 mil postos de trabalho no primeiro semestre de 2015, liderando o ranking da redução do emprego com carteira assinada na Bahia. Lauro de Freiras vem a seguir, com a eliminação de 5,2 mil postos de trabalho, seguido de Maragojipe, Feira de Santana e Camaçari, que também eliminaram empregos aos milhares.

Mas existem municípios na Bahia que estão na contramão da crise, gerando empregos e se destacando nacionalmente. É o caso de Juazeiro, a terceira cidade que mais gerou empregos com carteira assinada no Brasil no primeiro semestre de 2015, com um saldo positivo de 3,7 mil empregos. Eunápolis, no Sul da Bahia, também se destacou, seguido de Casa Nova, Mata de São João e Caetité, municípios que, segundo o Caged, vêm empregando mais do que demitindo.