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O caminho da indústria é circular

No Brasil, apenas 4% dos cerca de 80 milhões de resíduos sólidos gerados são reciclados

Publicado em 17 de maio de 2026 às 05:00

Dia Internacional da Reciclagem é celebrado em 17/5
Dia Internacional da Reciclagem é celebrado em 17/5 Crédito: Divulgação

A economia circular deixou de ser uma tendência com viés exclusivamente ambiental e se tornou estratégia de desenvolvimento industrial. Na Bahia, onde temos o Polo de Camaçari - maior complexo industrial integrado do Hemisfério Sul -, ela representa uma oportunidade de crescimento e inovação. O Dia Internacional da Reciclagem, em 17 de maio, nos convida a pensar sobre o tema.

Ao substituir o modelo linear de produção, baseado em extrair, produzir e descartar, por uma lógica circular, amplia-se o uso de recursos, reduzem-se desperdícios e reinserem-se materiais na cadeia produtiva. Na prática, cooperativas de reciclagem, empresas, startups e indústrias passam a ter papel relevante na estruturação de cadeias de coleta, triagem, logística reversa e reaproveitamento de insumos. Ao mesmo tempo, materiais reciclados e soluções circulares respondem a exigências crescentes de mercados e consumidores globais por práticas mais sustentáveis, ainda que envolva desafios econômicos e operacionais para adoção em larga escala.

Na Braskem, economia circular é uma estratégia de negócios. Em 2010, foi lançada a linha I’m green™ bio-based, plástico produzido a partir do etanol da cana-de-açúcar, portanto proveniente de fonte renovável, com possibilidade de ser reciclado e com contribuição importante para captura de CO2 - a cada uma tonelada de PE verde produzido equivale a três de CO2 capturado da atmosfera. Em 2022, lançamos o ecossistema Wenew, com resinas e químicos de conteúdo reciclado, tendo como foco alcançar um milhão de toneladas desses produtos até 2030. No mesmo ano, criamos o Cazoolo, primeiro centro de desenvolvimento de embalagens para economia circular do Brasil. O espaço colaborativo desenvolve embalagens que reduzem o impacto ambiental e estão alinhadas ao design para aumentar a reciclabilidade.

Na Bahia, realizamos diversas ações ligadas à economia circular, a exemplo do Programa Ser +, que capacita e melhora as condições de trabalho e a infraestrutura de quatro cooperativas de reciclagem de Salvador e Camaçari; e a Ação Braskem de Educação Ambiental, que fomenta o conceito de economia circular para alunos de escolas públicas. Essas e outras ações beneficiaram, em 2025, mais de 5 mil pessoas.

Existem, porém, gargalos importantes: falta de infraestrutura para coleta e triagem, baixa conscientização da população e escassez de políticas públicas. No Brasil, apenas 4% dos cerca de 80 milhões de resíduos sólidos gerados são reciclados. O dado da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) mostra o tamanho do desafio a ser enfrentado.

Superar os obstáculos exige esforço conjunto da indústria, poder público, academia e sociedade. A articulação entre esses atores é essencial para consolidar a economia circular como um modelo sustentável, resiliente e competitivo.

Magnólia Borges é gerente de Relações Institucionais da Braskem na Bahia e presidente do Conselho de Sustentabilidade da FIEB