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Nova geração do Audi Q3 chega mais cara que BMW X1 e Mercedes GLA

SUV, que será montado no Brasil, é o único dos três com tração integral e tem motor mais potente

  • Foto do(a) author(a) Antônio Meira Jr.
  • Antônio Meira Jr.

Publicado em 15 de maio de 2026 às 14:45

Os faróis do novo Audi Q3 são afilados como os aplicados no Q5 e no Q6
Os faróis do novo Audi Q3 são afilados como os aplicados no Q5 e no Q6 Crédito: Divulgação

A Audi vive um período desafiador no país: no ano passado, a marca caiu 10,6% na comparação com 2024. Neste período, alguns rivais avançaram: a Mercedes-Benz cresceu 36%, seguida por Lexus (18%), Volvo (12,5%) e BMW (4,4%). Uma das explicações foi a redução das vendas do Q3, que teve uma queda superior a 50% por conta do final de ciclo da segunda geração.

O SUV, que já foi o principal produto do fabricante alemão no país, está de volta. Na sua terceira geração, o Q3 chega inicialmente em uma única versão, mas com duas configurações de carroceria: SUV (R$ 389.990) e SUV Coupé (R$ 399.990) - essa última chamada pela Audi de Sportback.

O Q3 foi completamente reformulado, do desenho à carroceria. As dimensões foram minimamente ajustadas: o comprimento chega a 4,53 metros, cerca de 5 centímetros extras, mas mantém o entre-eixos (2,68 m), com a largura (2,08 m) e a altura (1,60 m) praticamente intocadas.

A cabine tem o desenho adotado nesta nova fase da Audi, como no A5, que estreou no final do ano passado. O volante tem a base e topo retos, com botões táteis e duas telas integradas, com 11,9 polegadas para o painel de instrumentos e 12,8 pol para o sistema multimídia, que tem uma disposição panorâmica e curva.

A terceira geração do Audi Q3 permanece com a motorização 2 litros turbo de quatro cilindros a gasolina, sem nenhuma eletrificação. Porém, o propulsor foi atualizado e entrega 258 cv de potência, 27 cv a mais. O torque também foi ampliado, passou de 34,7 kgfm para 37,7 kgfm. Além do aumento da força, a faixa de entrega máxima foi ampliada.

Esse motor trabalha em conjunto com uma transmissão automatizada S tronic de dupla embreagem, com sete marchas. Ela é associada ao sistema de tração integral permanente, que amplia a segurança e o desempenho do SUV. Esse recurso é um dos diferenciais do Q3 na comparação com seus rivais diretos.

Reformulada e com sete airbags, a cabine segue o estilo adotado no A5 e tem duas opções de cor para os bancos por Divulgação

RIVAIS DO AUDI Q3

Entre os principais concorrentes do Q3, estão dois produtos alemães: BMW X1 e Mercedes-Benz GLA. Ambos são oferecidos em três versões: o X1 custa entre R$ 330.950 e R$ 385.950, e o GLA, entre R$ 359.900 e R$ 388.900. O veículo da BMW é o modelo mais vendido do mercado premium e, consequentemente, da categoria. Entre janeiro e abril, foram emplacadas 1.364 unidades, enquanto o GLA somou 342 licenciamentos.

Fora do mercado premium, a lista cresce e um dos rivais é o Volkswagen Tiguan. Como a Audi faz parte do Grupo VW, o Q3 e o Tiguan são montados sobre a mesma plataforma, a MQB EVO. Inclusive, o motor do Tiguan rende mais: são 272 cv de potência, 14 cv a mais.

Porém, a Audi utiliza uma transmissão mais eficiente e seu carro tem uma aceleração mais superior: ele leva 5,9 segundos para ir de zero a 100 km/h, enquanto o VW gasta 7,4 segundos. Na versão R-Line, a única oferecida no país, o Tiguan custa R$ 299.990.

Em qualquer configuração de carroceria, o bagageiro comporta entre 488 litros e 575 litros. A diferença ocorre porque o banco traseiro é corrediço por Divulgação

Dos veículos citados, o X1 é montado no Brasil, em Santa Catarina, mesmo caminho que a Audi vai seguir. O primeiro lote chegou importado da Hungria, mas as primeiras unidades já começaram a ser produzidas em São José dos Pinhais, no Paraná - mesma fábrica onde a VW constrói o T-Cross. O GLA é feito na Alemanha e o Tiguan, no México.

Entre os rivais diretos, o Q3 é o mais potente: o GLA tem 163 cv e o X1, 204 cv. Além disso, é o único dos três com tração integral. Mas o Audi ainda não é conectado, enquanto os outros dois são. Dessa forma, o cliente não consegue climatizar a cabine remotamente ou consultar dados do carro.

Entre os equipamentos de auxílio à condução, fiquei decepcionado com a falta do alerta de ponto cego. É um equipamento bastante útil em momentos de mudanças de faixa e ultrapassagens. Entre os pontos altos, está o prazer ao dirigir. Desde a posição de guiar até o acerto de suspensão e direção, a engenharia alemã trabalhou muito bem.

*O JORNALISTA VIAJOU A CONVITE DA AUDI