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Bruno Queiroz: Duelo de 'gigantes' pela 5 tricolor

  • Foto do(a) author(a) Bruno Queiroz
  • Bruno Queiroz

Publicado em 23 de agosto de 2015 às 07:00

 - Atualizado há 3 anos

O time do Bahia nesta Série B está longe de ser incontestável. O próprio técnico Sérgio Soares comprova isso diante de tantas mudanças feitas durante a competição e tentativas de reinventar uma equipe que teve um primeiro semestre quase que irretocável. Hoje, poucos jogadores podem ser considerados titulares absolutos. Peças-chave no campeonato estadual e na Copa do Nordeste chegaram a perder a titularidade em algum momento, como por exemplo o lateral-direito Tony, o atacante Maxi Biancucchi, o meia Souza e até mesmo Tiago Real, preterido para a entrada do garoto Gustavo Blanco, com atuações de encher os olhos.

Se, por um lado, Soares sofreu com a queda de rendimento de muitos atletas, em uma posição específica, o treinador ganhou uma tremenda dor de cabeça, mas daquelas boas, que todos gostam de ter.  A disputa pela camisa 5 envolve dois jogadores de características diferentes. Pittoni foi por um tempo unanimidade dentro do elenco. O diretor de futebol, Alexandre Faria, chegou a dizer que ele era a referência técnica da equipe. Dos pés dele se iniciavam todas as jogadas do time. Colocá-lo como primeiro volante foi um mérito de Soares e deu qualidade à saída de bola tricolor.

Yuri vinha quebrando um galho de lateral-direito nos primeiros jogos que fez como titular. Quando Pittoni esteve fora, o garoto foi utilizado pela primeira vez na sua posição de origem no 0x0 contra o Macaé, fora de casa. A atuação segura e consistente lhe renderia uma boa sequência entre os 11. A marcação forte e excelente condicionamento físico garantiram uma vaga no time e, desde então, um problema para Soares. Na Série B, Yuri fez 10 e Pittoni 11 jogos entre os titulares. Estiveram juntos apenas uma vez, na derrota para o Criciúma, por 2x1. Foi o suficiente para Sérgio Soares considerar quase que impossível atuar com os dois lado a lado.

A partir do jogo de volta contra o Sport, quarta, pela Sul-Americana, Soares terá novamente os dois à disposição, considerando o fato de Yuri estar recuperado da lesão no tornozelo. Provavelmente, apenas um deles será titular. O paraguaio tem um trunfo para se manter no time. Desde a saída de Titi, Soares perdeu a qualidade que tinha na saída de bola, fato admitido por ele mesmo em uma de suas entrevistas, tendo em vista que Jailton, substituto do ex-capitão, sempre deixou claro que “zagueirar” é o que sabe fazer. Pittoni vai buscar essa bola nos pés do zagueiro, fazendo o jogo fluir com categoria. Nesse caso, já não está em cheque uma disputa entre Yuri e Pittoni, mas, sim, a necessidade que a equipe apresentou diante de uma carência que surgiu.Contratos no fimAmbos têm contrato com o Bahia se encerrando no final do ano. A diretoria, no entanto, está confiante em renová-los. Yuri foi trazido do Olaria pelo antigo gestor de futebol Paulo Angioni, hoje no Vasco. Pittoni chegou ao tricolor no início de 2014 e, assim como no caso do primeiro, o próximo vínculo também deve durar dois anos. Alexandre Faria confirmou no Programa do Esquadrão, na Tudo FM, que as conversas para a renovacão de Pittoni estão bem adiantadas. Portanto, a dor de cabeça tende a permanecer, seja com Sérgio ou com qualquer outro treinador, caso o Bahia mude o comando em 2016. Uma coisa é certa. Foi-se o tempo dos Fahel, Rafael Miranda e outros que se revezavam e até mesmo atuavam juntos, não por excesso, mas por falta de boas opções no elenco. Por pelo menos mais um ano, o tricolor estará bem servido e representado na camisa 5.Bruno Queiroz  é repórter e escreve excepcionalmente hoje, durante as férias do editor executivo Oscar Valporto.