Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Herbem Gramacho: as cabeças pensantes do nosso futebol

  • D
  • Da Redação

Publicado em 9 de julho de 2015 às 03:34

 - Atualizado há 3 anos

Dunga, Carlos Alberto Parreira, Zagallo, Falcão, Carlos Alberto Silva, Lazaroni, Candinho e Ernesto Paulo. Mano Menezes, Felipão, Vanderlei Luxemburgo, Emerson Leão e Edu. Os 12 técnicos citados foram os convidados pela CBF no início da semana para analisar o panorama do futebol brasileiro e traçar um plano estratégico para o futuro do esporte. Cabalístico que só os sete primeiros tenham atendido ao chamado e ido à reunião na sede da entidade.Os sete presentes representam a visão que a CBF tem do futebol brasileiro: um futebol amarrado ao passado, à tradição e às glórias da camisa amarela.  Abre parênteses e exceção para Ernesto Paulo, um técnico que treinou a seleção olímpica no início dos anos 90, depois enveredou por uma infinidade de times pequenos (muitos minúsculos como União São João, Veranópolis, Juventus de Santa Catarina e Cabofriense, entre outros) e, fora contatos na CBF, não se sabe qual a credencial dele para debater o futuro da Seleção. Fecha parênteses.Dos sete treinadores que debateram o futuro do nosso futebol, não tem um sequer que emendou uma sequência de trabalho em clubes nos últimos cinco anos, pelo menos. E se o olhar  direcionar para frente, para os próximos cinco anos, a perspectiva é que continue sem haver nenhum (incluindo no bolo, infelizmente, Paulo Roberto Falcão). Considerando os 12 convidados, dá para dizer que três ainda têm lenha para queimar: Luxemburgo, Mano Menezes e Felipão. Isso sem levar em conta a qualidade dos trabalhos dos treinadores; apenas a assiduidade da carreira.Terminada a reunião na sede da CBF,  começou a verborragia. Um discurso patriótico realmente bonito, mas que, esmiuçado, não acrescenta substância ao nosso problema e se restringe ao campo da motivação. Dunga parece ressuscitar o “vocês vão ter que me engolir” de Zagallo e a “Família Scolari” de seu antecessor. Nada novo.A mentalidade vem de cima. Foi assim que Dunga virou técnico: a Seleção deu vexame na Copa de 2006, a CBF entendeu que faltou disciplina na concentração e, pimba, inventou o capitão como treinador para botar ordem. Dunga nunca tinha treinado nem time de botão - ressalva seja feita, fez um bom trabalho até encerrar sua primeira passagem, em 2010. Mas, ali, a CBF já mostrava que critérios técnicos não eram o parâmetro da entidade.  De Teixeira para Marin e agora Del Nero, o que mudou?Um ano depois do 7x1, completado ontem, continua não sendo. O Conselho de Desenvolvimento Estratégico parece mais uma confraternização daquelas que, de dez em dez anos, reúnem uma turma que se formou junta décadas atrás e se encontra para bater papo e saber o que o outro anda fazendo da vida. Se a preocupação da CBF fosse realmente oxigenar o futebol brasileiro, pensaria em Marcelo Oliveira e Tite, não em seus fiéis escudeiros Zagallo e Parreira quando quisesse ouvir um conselho verdadeiramente técnico.Bola da vez  Uma hora de entrevista do lateral-direito Daniel Alves ao programa Bola da Vez, exibido terça na ESPN, enriqueceu mais o debate sobre o futebol brasileiro do que toda a cena proposta pela CBF. Não pela parte que Daniel falou do interesse de Guardiola em treinar a Seleção na Copa 2014, mas porque o lateral se mostrou muito mais preparado do que a turma da CBF para pensar o futebol como um jogo que requer administração, organização, treinamento, ciência, paixão e talento para chegar ao 7x1.  Como disse Daniel, se você está entre os melhores, a tendência é evoluir. Entre os piores, a tendência é regredir.