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Ivan Dias Marques: Oscar Schmidt, o ídolo que estragou sua imagem

  • Foto do(a) author(a) Ivan Dias Marques
  • Ivan Dias Marques

Publicado em 17 de fevereiro de 2017 às 06:11

 - Atualizado há 3 anos

Começa hoje o NBA All Star Weekend, ou Fim de Semana das Estrelas da NBA. A principal atração deste primeiro dia é a participação de Oscar Schmidt no Jogo das Celebridades. Aparentemente, o público corre um sério risco de comprar gato por lebre. A partida é bem chatinha, com uma série de subcelebridades pouco conhecidas no Brasil, mas está sendo vendida - compreensivelmente - pela TV que tem os direitos do jogo como algo extraordinário.

Não vou ser hipócrita. Tenho enormes restrições a Oscar, principalmente como ser humano. E é difícil separar a “pessoa física” da “pessoa jurídica”. Superficialmente, Oscar foi um gênio. Marcou milhares de pontos, foi a principal peça de um título importantíssimo para nosso basquete - o Pan de 1987 - e sempre nos deu uma satisfação por vê-lo defendendo a seleção.Friamente, Oscar era fominha, não ajudava na defesa e fazia com que os outros quatro jogadores das suas equipes precisassem se virar para conter o ataque adversário. Suas polêmicas fora das quadras, com seu jeito explosivo e arrogante (inclusive, pude comprovar isso pessoalmente no Rio-2016), contribuíram.

Oscar sempre fez questão de jogar os atletas da NBA contra o torcedor, atacando-os como se não quisessem defender a seleção. No fundo, esses atletas lutavam por melhores condições de trabalho na seleção e na CBB. Vemos hoje, com a situação deplorável e vexatória da confederação, que estavam mais do que certos. Mas Oscar nunca terá a humildade de admitir isso.MMAAnderson Silva fez uma luta boa, principalmente, levando-se em conta seus 42 anos, e, na opinião deste colunista, venceu por detalhes o americano Derek Brunson, apesar de toda a polêmica em torno de uma possível derrota injusta do lutador da casa.O que mais me deixou feliz, no entanto, foram duas evoluções do brasileiro, mesmo com a idade já avançada. Primeiro, Anderson teve um equilíbrio entre a provocação e a seriedade da luta. Nos combates anteriores, a provocação tinha passado do ponto e o fez, por exemplo, ser derrotado na decisão dos juízes contra Michael Bisping. Segundo, a defesa de quedas. O Spider, notadamente, sempre teve no wrestling seu ponto fraco. Brunson tentou levar o brasileiro pro chão diversas vezes e só conseguiu no terceiro round, quando Anderson já mostrava claros sinais de desgaste físico.Sobre Ronaldo Jacaré, era previsível que ele colocaria Tim Boestch no chão e, em algum momento, o americano iria se desesperar e deixar o pescoço ou o braço solto para o multicampeão mundial de jiu-jitsu. Não deu outra. Jacaré tentou o pescoço e Boestch deu o braço. Foi só mudar o alvo e encaixar a kimura. Está ficando feio para o UFC já não colocar o brasileiro para disputar o cinturão dos médios.JudôO Centro Pan-Americano de Judô, em Lauro de Freitas, é um dos assuntos mais importantes na discussão entre as chapas que concorrem à presidência da Confederação Brasileira de Judô (CBJ) em 4 de março. De um lado, o atual vice-presidente, o baiano Marcelo Ornelas França, acusa a gestão do presidente Paulo Wanderley de subutilizar o espaço e não realizar qualquer projeto para a comunidade local, atendendo muito menos pessoas do que sua capacidade.O atual mandatário da CBJ, que se licenciou para ser vice-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e agora se licenciou do COB para se reeleger na CBJ (já que o acúmulo de funções é proibido pela Lei Pelé) defende que o CPJ está funcionando bem. Se você não entendeu nada sobre essa dança de cargos, eu também não.