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Rui Costa não desapega, o PT em fúria com o ex-ministro e os convênios de Jerônimo

Leia a coluna na íntegra

  • Foto do(a) author(a) Pombo Correio
  • Pombo Correio

Publicado em 17 de abril de 2026 às 05:00

Ministro da Casa Civil, Rui Costa
Rui Costa Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O ex-ministro Rui Costa (PT) parece ainda não ter aceitado que vai disputar o Senado nas eleições deste ano. Como todo o meio político sabe, o desejo do ex-ministro de Lula (PT) era realmente atropelar o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e concorrer ao Palácio de Ondina, mas o movimento foi barrado pelo próprio grupo petista. Agora, após ter deixado a Casa Civil, Rui desandou a dar entrevistas na imprensa baiana (sempre desprezada por ele, vale ressaltar) com ataques cada dia mais raivosos contra adversários, especialmente o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), a quem chamou para um debate. A questão é que Neto é pré-candidato ao governo e vai enfrentar Jerônimo, que tentará a reeleição. Mas, diante de sua postura, o ex-ministro de Lula aparenta não ter virado a página e se comporta como postulante ao governo, o que tem provocado reações, inclusive de Jerônimo, que tem andado incomodado.

Rui Baixaria

A agressividade do ex-ministro tem gerado diversas repercussões na base do governo. Quem conhece Rui garante que ele “está explodindo de raiva” com as provocações feitas por Angelo Coronel e João Roma e, principalmente, por ACM Neto estar ignorando e desdenhando das afrontas raivosas do petista. O pior é que esse jeitão mau humorado e carrancudo do ex-ministro já vem fazendo a alcunha de “Rui Correria” ser substituída por “Rui Grosseria” e “Rui Baixaria”. Como diz a música ‘Como Uma Onda’, de Lulu Santos: “Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia”... Alô, Rui, fica aí a dica musical para esse momento de aparente angústia.

Speak english

Sobre os debates com Rui Costa, um observador da política baiana lembrou que Angelo Coronel (PSD) e João Roma (Republicanos) devem começar falando inglês. A brincadeira, para quem não entendeu, remete ao caso dos respiradores, quando Rui Costa, como presidente do consórcio Nordeste, disse ter contratado a empresa HempCare (especializada em medicamentos à base de maconha) porque não falava inglês. Na época, o então governador da Bahia disse ter feito a compra porque não entendia inglês.

PT em fúria

A nomeação da ex-prefeita de Cotegipe, Márcia Sá Teles, para a superintendência regional da Codevasf em Bom Jesus da Lapa abriu uma crise gigantesca dentro do PT baiano, tendo a mira voltada ao ex-ministro Rui Costa, a quem dirigentes municipais do partido atribuem a autoria da indicação. É que Márcia fez campanha contra o PT em 2022 e mesmo assim foi premiada com um dos cargos mais estratégicos da região, enquanto os aliados mais fiéis ficaram à margem em segundo plano. O gesto isolado e monocrático, segundo interlocutores, já dita qual será o ritmo da campanha de Rui ao Senado.

Salve-se quem puder

Rui Costa, inclusive, terá staff independente e autônomo nesta campanha. Segundo aliados, o ex-ministro não quer ficar a reboque do comando de Jerônimo Rodrigues, a quem pretendeu, sem sucesso, substituir nesta eleição. Em face disso, ele tem tocado articulações à revelia do conceito ideológico do partido, como no caso da Codevasf, sem receio do prejuízo que pode causar ao próprio Jerônimo. É como disse uma fonte, Rui pode soltar a mão na hora do salve-se quem puder.

Camarote

Virou assunto de repercussão nacional a descoberta de que o governo da Bahia gastou R$ 6 milhões para montagem e operação do camarote institucional que recepcionou o presidente Lula no Carnaval de Salvador. O pagamento, segundo publicação no Diário Oficial, foi feito na modalidade de “reconhecimento de débito”, aquele velho conhecido que costuma aparecer quando a festa já passou, mas a conta ainda precisa ser formalizada. O espaço, batizado de “Camarote Bahia – Um Estado de Alegria”, foi financiado pela Superintendência de Fomento ao Turismo (Sufotur), mas que cumpriu, na verdade, uma tarefa de fomento à política.

Plano de morte

No rol dos convênios firmados com prefeituras, sob a tensão eleitoral, o governador Jerônimo Rodrigues faz uma espécie de topa-tudo por apoio. Quem acompanha o lote indiscriminado de assinatura e publicação de convênios tomou um susto esta semana com o ato em que Jerônimo promete construir uma capela e ampliar o cemitério de São Félix do Coribe. A obra é estimada em quase R$ 1 milhão.

Queda livre

As recentes pesquisas sobre o cenário nacional que colocam o presidente Lula em queda livre (tanto na intenção de voto quanto na avaliação da gestão) provocaram ainda mais preocupação na cúpula governista da Bahia. Isso porque as próprias avaliações internas do PT já apontam uma queda de Lula no estado.

Projeto de vida

Em Salvador, por outro lado, a prefeitura entregou ontem a primeira maternidade Municipal com 198 leitos para atendimento infantil, hospital dia e centro de bioimagem, com investimento superior a R$ 154 milhões. A nova Maternidade e Hospital da Criança (MHC) leva o nome do ex-deputado Alan Sanches, que faleceu em janeiro deste ano. Ele tinha uma trajetória de mais de 20 anos de atendimento médico gratuito nas comunidades mais carentes de Salvador.

Base Gasparzinho

O governo teve uma dupla derrota na sessão da última terça-feira na Assembleia Legislativa. Além de não conseguir reunir o quórum mínimo de 32 deputados para votar o projeto que viabiliza o pagamento do piso nacional do magistério, a base de Jerônimo ainda deixou no ar a suspeita incômoda de que havia mais presença registrada no painel do que governistas de fato no plenário. O embaraço só não foi pior porque a presidente da Casa, Ivana Bastos (PSD), agiu rápido para encerrar a sessão e evitar que o constrangimento ganhasse contornos ainda maiores.