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Satélite: Estado desiste de barrar a venda da Gaspetro

  • Foto do(a) author(a) Jairo Costa Jr.
  • Jairo Costa Jr.

Publicado em 28 de janeiro de 2016 às 08:13

 - Atualizado há 3 anos

Fora do caminho

Após obter liminar da Justiça baiana contra a venda da Gaspetro para os japoneses da Mitsui, o que aumentaria a participação da multinacional na Bahiagás, o governo estadual desistiu da ação e pediu que a ordem judicial fosse extinta.

A decisão foi informada ao autor da sentença que paralisou a negociação - o juiz Manoel Ricardo Calheiros D’Ávila, da 5ª Vara da Fazenda Pública de Salvador - no último dia 18 de dezembro, cerca de duas semanas após o Palácio de Ondina obter a vitória nos tribunais.

Na época, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) argumentou que a venda de 49% da Gaspetro, estatal da Petrobras para o setor de distribuição de gás,  teria implicações diretas no controle da Bahiagás.

A companhia tem sua participação acionária dividida entre governo, Gaspetro e Bahia Participações, que pertence à Mitsui, e é baseada em um acordo que garante ao Executivo estadual o poder sobre a empresa. Modelo que poderia ruir com o aumento da presença dos japoneses.

De cima pra baixo

Uma correspondência reforça a tese de que o governo do estado desistiu de brigar judicialmente contra o negócio por ordem direta do Palácio do Planalto. No mesmo dia em que solicitou a derrubada da liminar obtida em seu favor, o governador Rui Costa (PT) recebeu um ofício do presidente da Petrobras, Ademir Bendine, no qual ele ressalta os projetos da estatal no estado e faz promessas de parceria para o futuro.

Em guarda

Um dos principais opositores à transação entre Gaspetro e Mitsui, o deputado José Carlos Aleluia (DEM) atacou o governo pela desistência. “Rui Costa alegava defesa do interesse público, mas misteriosamente voltou atrás. Quer dizer que o interesse da Petrobras prevalece sobre o da Bahia?”, disse. Anteontem, a Justiça Federal, em Paulo Afonso, concedeu outra liminar contra o negócio pelo qual a Petrobras esperava engordar o caixa em R$ 1,9 bilhão.

Trânsito congestionado

A saída de Maurício Bacelar do comando do Detran, confirmada ontem, está diretamente ligada aos conflitos internos no PTN. De acordo com uma fonte da cúpula do partido,  o deputado federal João Carlos Bacelar, presidente estadual do partido e irmão de Maurício,  foi pressionado pelos deputados estaduais Alex Lima e Alan Castro a dar o cargo para outro integrante da sigla.

Ambos se queixavam com frequência da invasão do chefe do Detran em seus redutos eleitorais, com horizonte em uma candidatura à Assembleia em 2018. Nos últimos dias, ameaçaram deixar a legenda caso Maurício permanecesse no órgão.

O que reduziria o PTN baiano aos irmãos Bacelar e ao vereador Toinho Carolino. O novo chefe do Detran será Jackson Souza, ex-subprefeito de Itapuã, cujo perfil conciliador é visto como solução para debelar a crise entre os cardeais do partido.

Rota alterada

O ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, vai procurar o deputado Hugo Motta (PMDB-PB) para um tête-à-tête. Alertado sobre a alta probabilidade de vitória de Motta na batalha contra Leonardo Picciani (RJ) pela liderança da bancada peemedebista na Câmara, Wagner mudou a tática. Em vez de tentar uma virada a favor de Picciani, mais ligado ao Planalto,  o ministro buscará uma aliança pragmática com Motta.

Fala Sudic

 Sobre a nota Mesa Vazia, publicada ontem, a Sudic, órgão responsável pela Ceasinha do Rio Vermelho,  esclareceu que os dois boxes do restaurante Chega Mais foram, na verdade, fechados para reformas. “Estamos concentrando esforços para fortalecer a atuação dos permissionários. Nosso objetivo é tornar o espaço cada vez mais frequentado por turistas e moradores”, diz a nota.

* Pílula

*Pode até ser coincidência, mas muita gente atribui à guerra política a convocação das entrevistas em que o governador Rui Costa e o prefeito ACM Neto (DEM) falarão sobre o Carnaval. Ambas acontecem hoje, com diferença de apenas uma hora. Igualzinho a 2015.