Satélite: polêmica entre Ipac e Índia do Passeio Público vai parar no MP

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Publicado em 7 de outubro de 2015 às 03:44

- Atualizado há 10 meses

Uma polêmica envolvendo o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) e a atriz Taynã Andrade Tupinambá, conhecida também como a Índia do Passeio Público, foi parar no Ministério Público (MP) do estado. Pesquisadora em arte-educação e fundadora do Grupo de Teatro Popular Filhos da Rua, Taynã entrou no MP com representação contra o Ipac, na tentativa de impedir o processo para expulsá-la e impedir sua entrada no Passeio Público, onde ocupa uma sala há mais de dez anos. Além de abrigar material usado em montagens de rua, o espaço serve como laboratório para formação de novos artistas. Para o Ipac, no entanto, o local foi ocupado irregularmente.  O caso está nas mãos do promotor de Justiça Heron Santana, que ouvirá os dois lados em audiência marcada para depois de amanhã.

Fora da triboA ação do Ipac contra  Taynã Andrade é o mais recente capítulo  de uma briga iniciada quando o diretor de teatro Marcio Meirelles assumiu a Secretaria de Cultura do estado (Secult) no primeiro governo Jaques Wagner. Famosa pelas brigas travadas com políticos, Taynã não poupava ataques públicos a Meirelles, a quem acusava de perseguição.

Sob ataqueNa madrugada de 2 de agosto de 2010,  o espaço usado pelo grupo de teatro dirigido por Taynã Andrade foi parcialmente destruído em um ato de vandalismo até hoje não esclarecido. À época, em plena campanha eleitoral pelo governo do estado, a atriz denunciou o caso ao Diretório Estadual do Psol, que classificou o episódio como atentado.

Pelos flancosNuma manobra jurídica para evitar o ressarcimento de taxas cobradas pelo Detran sobre as vistorias anuais de veículos, prestes a ser declaradas inconstitucionais pelo Supremo, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) pediu ontem à Corte que fosse extinta a ação movida pelo DEM contra a medida, sob a alegação de perda de objeto. Na solicitação, a PGE explica que, como a portaria do Detran foi suspensa pelo governador Rui Costa,  não há mais razão para a continuidade do processo. A equipe jurídica do Democratas já se prepara para derrubar a estratégia.

Para consolarApesar da derrota por 37 a 15, a bancada da oposição na Assembleia conseguiu destaque nos anais da Casa. Ao obstruir por quase 36 horas ininterruptas a votação do projeto que autoriza o governo a tomar empréstimo de US$ 400 milhões junto ao BID, os oposicionistas se tornaram responsáveis por uma das mais longas sessões já registradas na Assembleia.

Para recordarDe acordo com servidores antigos da Casa, apenas duas sessões foram tão longas quanto a que terminou ontem. Em 1985,  os parlamentares permaneceram por 44 horas no plenário. No fim do  segundo governo Paulo Souto (DEM), os debates se prolongaram por 72 horas, embora pontuados por diversas suspensões.Em nenhum momento o governo, de forma clara, explicitou como esse dinheiro será aplicadoCarlos Geilson (PSDB), deputado estadual, sobre o empréstimo ao BID aprovado ontem

PílulaEm parceria com o Instituto Geográfico e Histórico, a Assembleia  lança nova edição do clássico O Mundo Estranho dos Cangaceiros, de Estácio de Lima, amanhã, a partir das 16h30, na sede do instituto, na Piedade. Especialista no tema, o professor Lamartine de Andrade Lima, fará uma palestra sobre a obra de Estácio de Lima,  de quem foi discípulo.