Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Jairo Costa Jr.
Publicado em 14 de julho de 2016 às 08:06
- Atualizado há 3 anos
Líder de uma das principais facções criminosas da Bahia e apontado como maior traficante de drogas de Salvador e Região Metropolitana, Cláudio Campanha ficará pelo menos até 12 de outubro no Presídio Federal de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. A pedido do Ministério Público do Estado (MPE), a juíza Maria Angélica Carneiro, da 2ª Vara de Execuções Penais, prorrogou por mais 90 dias a permanência de Campanha na unidade de segurança máxima, criada para abrigar chefões do crime organizado. A decisão foi baseada em relatórios enviados à Justiça pela Secretaria Estadual de Administração Penitenciária e pela Inteligência da Secretaria de Segurança Pública. Ambos alertaram para os riscos de um eventual retorno do primeiro na hierarquia da Comissão da Paz, acusado de orquestrar dezenas de roubos a bancos e chacinas ligadas à guerra contra outras três facções - Bonde do Maluco, Katiara e Caveira - pelo controle do tráfico na capital e cidades do interior baiano.>
Radiografia do caosAlém dos perigos para a segurança, os relatórios expuseram o nível de degradação do sistema prisional do estado e sua incapacidade em impedir que Cláudio Campanha continue a comandar crimes dentro da cela. Em sua decisão, a juíza Maria Angélica Carneiro destaca o alerta feito pelo setor de Inteligência da SSP sobre a precariedade das prisões baianas “como óbice ao retorno” do traficante, “registrando ainda que em todos os estabelecimentos prisionais onde há membros da Comissão da Paz é cantada música em louvor a Cláudio Campanha”. À Justiça, a SSP também informou que, mesmo com o líder custodiado no presídio federal, a facção manteve as atividades no tráfico de drogas, roubo a banco, explosão de caixas eletrônicos, extorsões mediante sequestro e homicídios, através de “gerentes” e “soldados” liderados pelo filho do chefão, Cláudio Campanha Júnior.>
Barril de pólvoraTransferido em setembro de 2009 para Campo Grande, Cláudio Campanha havia sido capturado nove meses antes no Ceará. No tempo em que permaneceu no Presídio Salvador, o traficante coordenou pessoalmente o comércio de drogas e ordenou uma série de ataques a ônibus, chacinas e assaltos, com apoio do Primeiro Comando da Capital (PCC), que passou a fornecer armas e entorpecentes para a Comissão da Paz. Seu regresso, argumentaram as autoridades do sistema penitenciário estadual, causaria instabilidade dentro das prisões e elevaria os riscos de conflitos entre facções rivais, rebeliões, fugas e tentativas de resgatar Campanha, “por sua grande relevância no mundo do crime”.>
"É absurda essa tentativa de aprovar a renegociação da dívida dos estados sem compensação para os do Nordeste. Se mexer com a Bahia, não terá meu voto", Otto Alencar, senador do PSD, ao criticar a proposta que, para ele, só beneficia estados ricos e endividados.>
Alvo duploA articulação para garantir votos ao deputado democrata Rodrigo Maia (RJ) na disputa pela presidência da Câmara foi apenas a primeira parte da viagem do prefeito ACM Neto (DEM) a Brasília. A segunda tem relação com a corrida eleitoral em Salvador. Diante da pressão do PRB para ocupar a vaga de vice em sua chapa, Neto resolveu discutir o assunto com a cúpula nacional do partido, ao lado do ex-chefe de Gabinete da prefeitura, João Roma, candidato do PRB ao posto.>
Nova rebeliãoDepois da crise que levou à debandada de políticos do PDT baiano, outra crise ameaça rachar o partido novamente. Em encontro realizado anteontem, o ex-deputado Severiano Alves cobrou a renúncia do presidente estadual da sigla, deputado Félix Mendonça Júnior. A ofensiva de Alves elevou a temperatura durante a reunião, em meio a um bate-boca que só acabou após a intervenção do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi.>