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Quem são os artistas baianos que integram a SP-Arte 2026

Na maior feira de arte da América Latina, grandes nomes da Bahia apresentam trabalhos que dialogam com história, cultura e pertencimento

  • G
  • Gabriela Araújo

Publicado em 8 de abril de 2026 às 05:00

SP-Arte
SP-Arte Crédito: Divulgação

A SP-Arte, considerado o maior evento de arte e design da América Latina, chega à edição de 2026 reunindo galerias e artistas que ajudam a desenhar os rumos da produção artística no Brasil e no exterior. Com ingressos custando R$ 120 (inteira) e R$ 30 (meia), a feira será realizada entre os dias 8 e 12 de abril, no Pavilhão da Bienal, em São Paulo, e se firma como um dos momentos mais aguardados por quem vive e acompanha o universo das artes.

Assim como em edições anteriores, obras de artistas baianos negros integram a programação do evento, levando trabalhos que carregam marcas de ancestralidade, memória e vivências que atravessam o tempo e o território. Confira alguns dos destaques:

Alberto Pitta por Reprodução/Instagram

Alberto Pitta

Artista plástico, serígrafo, designer e carnavalesco, Alberto Pitta nasceu em Salvador, em 1961. Filho de Mãe Santinha de Oyá, o artista é responsável pela criação de estampas e figurinos para blocos como Ilê Aiyê, Olodum, Filhos de Gandhy, Oba Laiyê e o Afoxé Filhos do Congo. Os elementos centrais de seu trabalho são a estamparia têxtil e a serigrafia. Em 1998, fundou o bloco Cortejo Afro. Na SP-Arte, terá obras expostas no stand da galeria Nara Roesler. Entre elas, Festa de Ogum (2025), Mariwô (2025) e Casa de Oxumarê (2025).

Perfil no Instagram: @apitta73

Ayrson Heráclito

Doutor em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Ayrson é artista, curador e professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Um dos brasileiros selecionados para participar como curador da Bienal de Veneza, em 2026, ele tem sua obra circulando nas mais prestigiosas mostras, nacionais e internacionais, como a 35ª Bienal de São Paulo, 57ª Biennale di Venezia, III Bienal do Mercosul (Porto Alegre), II Trienal de Luanda (Angola). Na SP-Arte 2026, terá obras da série "Juntó" expostas no stand da galeria Paulo Darzé, além de trabalhos que dialogam com os de artistas como Rubem Valentim, Mestre Didi e Abdias Nascimento.

Perfil no Instagram: @ayrsonheraclito

Zé di Cabeça

José Eduardo Ferreira Santos, também conhecido como Zé di Cabeça, é artista visual e educador com formação em pedagogia, psicologia e saúde pública. É fundador do espaço cultural independente Acervo da Laje, localizado no Subúrbio Ferroviário de Salvador, onde nasceu.

Seu trabalho já marcou presença em exposições coletivas de diversas instituições, como Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, na Suíça, Museu das Favelas, Itaú Cultural, Tomie Ohtake, em São Paulo, e na Casa das Histórias de Salvador. Além disso, também foi curador em projetos na Pinacoteca do Ceará, no Museu das Favelas, no Rio de Janeiro, no Solar Ferrão e no Acervo da Laje, em Salvador. Na SP-Arte 2026, terá a série "Ex-votos" (2026) exposta no stand da galeria Galatea.

Perfil no Instagram: @zedicabeca

Rubem Valentim

Natural de Salvador, Rubem Valentim nasceu em 1922 e morreu em 1991. Pintor, escultor, gravador e professor, é considerado um dos grandes ícones do construtivismo brasileiro. Seu trabalho tem como referências as tradições populares do nordeste brasileiro. A partir da década de 1950, ele também passou a ter como um dos elementos centrais da sua obra influências das religiões de base africana, como o candomblé e a umbanda, fazendo referência ao simbólico por meio de formas geométricas. Na SP-Arte 2026, terá obras expostas no stand da galeria Galatea.

Tiago Sant’Ana

Baiano, de Santo Antônio de Jesus, Tiago Sant’Ana é artista visual, curador e doutor em Cultura e Sociedade pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Seu trabalho dialoga com diferentes linguagens artísticas, como a fotografia, o vídeo e a pintura. Participou de exposições nacionais e internacionais, como “Histórias brasileiras” (2022) e “Histórias afro-atlânticas” (2018), no Museu de Arte de São Paulo (MASP), “Enciclopédia negra” (2021), na Pinacoteca de São Paulo, “Um defeito de cor” (2022) e “O Rio dos Navegantes” (2019), no Museu de Arte do Rio, “Axé Bahia: The power of art in an afro-brazilian metropolis” (2017), no The Fowler Museum e “Reply All” (2016), na Grosvenor Gallery UK.

Suas obras fazem parte de acervos como os do MASP, Denver Art Museum, Pinacoteca de São Paulo, Museu de Arte do Rio, Museu de Arte Moderna da Bahia e Instituto Moreira Salles. Na SP-Arte 2026, apresentará duas obras no stand da galeria Alban: uma pintura e uma fotografia. A fotografia faz parte da série “Chão de estrelas”, realizada na Chapada Diamantina. Já a pintura é intitulada “I saw things I imagined”. As obras giram em torno de discussões acerca das masculinidades negras e possibilidades de fuga de uma representação estereotipada desse grupo social.

Perfil no Instagram: @tiagosantanaarte