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“Climatério não é o fim do mundo”: Wladia Góes desmistifica fase da menopausa em seu primeiro livro

Comunicadora baiana deu detalhes ao CORREIO sobre produção da obra e o trabalho voltado para mulheres maduras nas redes sociais

  • G
  • Gabriela Araújo

Publicado em 19 de março de 2026 às 06:01

Wladia Góes
Wladia Góes Crédito: Fábio Vaz

A comunicadora e influenciadora digital Wladia Góes, 50, recebeu um convite da editora Planeta para lançar seu primeiro livro. A obra será dedicada ao climatério, fase biológica de transição que antecede a menopausa, e pretende abordar a temática com humor, leveza e informação, ampliando o debate que já vem sendo conduzido pela baiana nas redes sociais. O lançamento será divulgado em breve.

Todo o conteúdo será desenvolvido de forma dinâmica, a partir da experiência de Wladia, mas também terá depoimentos e entrevistas feitas com médicos e especialistas no assunto. Em entrevista ao CORREIO, ela revelou como recebeu o convite, falou sobre o processo de produção da obra e abordou aspectos da sua trajetória na comunicação digital voltada para mulheres maduras. Confira:

Wladia Góes foi convidada pela editora Planeta para escrever seu primeiro livro por Fábio Vaz

É o seu primeiro livro. Qual palavra define esse novo capítulo da sua vida?

Se me permite, vou citar mais de uma. Credibilidade, relevância, autoridade e autenticidade. Se não for opcional, fico com autenticidade, esse é meu sobrenome.

Ser autora de um livro com esse recorte era algo que você já planejava?

Nunca. Sequer planejei me tornar escritora, jamais passou por minha cabeça. Minha única intenção era compartilhar o que estava vivendo, todas as dores, desafios e descobri que não era a única que estava completamente perdida, sem informação e muitas, muitas dúvidas.

De que forma abordar o climatério com humor e leveza contribui para ampliar a discussão sobre o tema?

A vida com uma pitada do que eu chamo de “dixote” é muito mais gostosa. O climatério é uma fase que a grande maioria das mulheres irá passar. Então, falar dele com mais leveza faz com que o alcance seja muito maior, faz a pessoa se abrir para a escuta mais facilmente.

Como tem sido o processo de produção da obra?

O contrato com a Editora Planeta foi assinado muito recentemente, e a primeira reunião foi há cerca de um mês. Exatamente hoje [11 de março], ao responder essas perguntas, entrego minhas primeiras páginas.

O climatério vem acompanhado de uma série de mudanças físicas e emocionais que variam de mulher para mulher. Como o livro pretende servir como um suporte para quem está passando por esse período?

Minha mensagem é para todas as mulheres 35+: não esperem chegar ao fundo do poço, como eu cheguei, para procurar ajuda e informação. O climatério não é o fim do mundo, é o início de uma nova fase. Entender o que está acontecendo é o primeiro passo. Para quem já está vivendo o climatério ou mesmo já se encontra na menopausa e ainda não buscou ajuda, sugiro procurar especialistas, tal qual uma grávida procura um obstetra. Essa atitude fará você não correr o risco de escutar o que uma médica me falou há uns anos: “Isso que você está sentindo não é fogacho, não é climatério, é o calor de Salvador”.

Qual foi o seu "start" para começar a produzir conteúdos nas redes sociais para mulheres maduras?

Sempre tive a autoestima muito, muito elevada e, ao completar 45 anos, estava me sentindo a mulher mais incrível do mundo. Mais bonita, mais feliz, mais confiante. Inicialmente, não foi intencional começar a produzir conteúdo para esse público, até porque eu só mostro o que vivo. Ser uma mulher madura e viver de forma muito livre, verdadeira, de autoestima elevada inspira outras mulheres. Eu não acredito em quem se autointitula influenciadora, são os outros que te dão esse título, e eu o recebo todos os dias no meu direct.

Hoje, o que você percebe que falta na comunicação digital voltada para mulheres maduras?

Falta as marcas entenderem que a gente tem um poder de consumo gigantesco, mas muitas ainda insistem em não nos enxergarem. A mulher madura quer ser bem tratada, quer viajar, usar bons produtos, frequentar bons restaurantes. Como uma marca quer vender um produto para pele madura com uma modelo ou influenciadora jovem? Quem acredita nessa comunicação? Por que não vemos mulheres maduras nas passarelas, nas campanhas de moda? A chamada economia prateada movimenta mais de R$ 2 trilhões por ano no Brasil.

O que é maturidade para você?

É dizer “não vou, não quero, não aceito com muita tranquilidade”. Como isso é libertador.

Qual conselho você daria para mulheres que, aos 50 anos, estão descobrindo como trabalhar a autoestima?

Sigam em frente, acreditem em vocês, a opinião do outro não importa e não trará felicidade, muito pelo contrario: é um caminho sem volta você querer agradar mais ao outro do que a si.