Bahia é apenas o 5º estado em recursos destinados pelo PAC

Programa é coordenado pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, que é ex-governador do estado

Publicado em 11 de agosto de 2023 às 23:09

 O governo federal destinou R$ 119,4 bilhões (de um total de R$ 1,7 trilhão) dos recursos do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para a Bahia. Doze obras foram incluídas no programa: duplicações das BR 101, da divisa de Sergipe a Feira de Santana; da BR-116, de Serrinha a Feira de Santana; da BR 242, de Barreiras a Luís Eduardo Magalhães; Contorno Norte de Feira de Santana; a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol); duplicação da Estrada do Derba - BRT Águas Claras até o Subúrbio; as barragens de Catolé, Morrinhos, Baraúnas e Rio da Caixa; e a Adutora da Fé, além de um número não especificado de moradias do Minha Casa, Minha Vida.

Apesar do Novo PAC ser de responsabilidade do ministro da Casa Civil, o ex-governador da Bahia Rui Costa, o estado é apenas o quinto em volume de recursos do programa, atrás do Rio de Janeiro (R$ 342,6 bilhões), São Paulo (R$ 179,6 bilhões), Minas Gerais (R$ 171,9 bilhões) e Sergipe (R$ 136,6 bilhões). O Acre é o que menos teve recursos alocados, R$ 26,6 bilhões. O PAC prevê pelo menos uma obra em cada estado.

A prioridade do Executivo federal no programa serão as obras inacabadas, seguidas de pedidos de governadores e, por último, solicitações dos ministérios. Os investimentos previstos com recursos do Orçamento Geral da União somam R$ 371 bilhões e os das empresas estatais, R$ 343 bilhões. Também entram na conta financiamentos, na ordem de R$ 362 bilhões, e desembolsos do setor privado, em um total de R$ 612 bilhões. O maior volume de recursos é previsto para até 2026, mas parte da lista inclui gastos que serão feitos depois.

Durante a cerimônia, o ministro da Fazenda Fernando Haddad declarou que o "jogo fiscal" nunca estará ganho sem a "vigilância devida". Em alguma medida, foi um discurso contrário ao do presidente Lula, que, na mesma cerimônia, afirmou que não vai deixar uma "austeridade fiscal quase obsessiva" interromper projetos previstos pelo governo.