Nove pessoas brigam pela herança de R$ 100 milhões de lavrador que ganhou Mega-Sena

Renê Senna morreu assassinado em 2007, no Rio de Janeiro

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Publicado em 24 de junho de 2024 às 12:29

Renê Senna e Adriana
Renê Senna e Adriana Crédito: Redes sociais

Oito irmãos, filha e um sobrinho de Renê Senna estão brigando na Justiça pela herança milionária do lavrador, que foi assassinado em 2007, no Rio de Janeiro, após ganhar R$ 52 milhões na Mega-Sena.

Quase duas décadas depois do crime, a briga pela fortuna segue na Justiça, se encaminhando para novos capítulos, como um advogado que entrou com um pedido de nulidade de último testamento, apresentado por Renata Senna, filha da vítima.

Segundo o jornal O Globo, o documento atual anula os outros realizados por decisões judiciais e apresenta Renata como a única herdeira, deixando de fora os outros oito irmãos, além do único sobrinho do lavrador.

Em novembro de 2021, ela ganhou 50% da herança após uma decisão judicial. Naquela época, a Justiça determinou que metade da fortuna fosse para a filha, considerada herdeira legítima do milionário.

A viúva do lavrador, Adriana Ferreira Almeida, condenada a 20 anos de prisão após ser apontada como mandante da morte de Renê, tentou validar o terceiro testamento que dava direito a ela à metade da fortuna.

Em 2023, Renata protocolou uma petição na Justiça alegando que o documento tinha perdido a validade e apresentou uma cópia de outro testamento, de 2006, onde mostrava que ela era a única herdeira do pai.

No pedido de nulidade, a defesa dos parentes excluídos alega que o documento apresentado pela filha da vítima tinha algum tipo de interesse.

"O documento está com nulidades. A testemunha que participou do testamento tinha interesse na causa por já ter prestado assessoria financeira ao Renê e a Renata, que era inventariante do espólio. O código civil fala que tem interesse na causa, quem tem afinidade, ou é amigo, ou inimigo, não pode participar do ato", disse o advogado.