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Da Redação
Publicado em 11 de abril de 2023 às 12:40
- Atualizado há 3 anos
Se dentro de campo a temporada 2022 do Bahia terminou com o acesso à Série A, na parte financeira a situação não foi nada positiva. No ano em que jogou a Série B e teve uma grande redução no orçamento, o tricolor registrou déficit de R$ 77,8 milhões. >
As contas do Bahia foram apresentadas na noite de segunda-feira (10), durante reunião do Conselho Deliberativo, que contou com a participação da diretoria executiva, encabeçada pelo presidente Guilherme Bellintani.>
O valor do déficit é o maior do clube nos últimos anos. Em 2020, primeiro ano da pandemia da covid-19, o Esquadrão fechou com saldo negativo de R$ 50 milhões. >
De acordo com os dados apresentados, a arrecadação no último ano foi de R$ 108,3 milhões, mas o gasto foi acima do previsto pelo orçamento. A despesa operacional, por exemplo, ficou em R$ 125 milhões, quando o orçado foi de R$ 80 milhões. O custo com o futebol foi de cerca de R$ 73 milhões. Destes, R$ 51,6 milhões foram desembolsados com o elenco e comissões técnicas durante a temporada passada. >
Também ajudou a elevar as contas o acordo celebrado em julho com o banco Opportunity, no qual o Esquadrão se comprometeu em pagar R$ 35 milhões por conta de uma ação movida pelo antigo parceiro. O valor original era de R$ 114 milhões. O débito será quitado pelo Grupo City.>
Em dezembro, o Bahia também reconheceu a atualização de contingências cíveis e trabalhistas no valor de R$ 11,7 milhões, o que aumentou o prejuízo. No parecer apresentado, o Conselho Fiscal apontou que o clube voltou a não recolher encargos trabalhistas no último ano, mas informou que a situação foi resolvida em março de 2023. >
Apesar do déficit, as contas foram aprovadas pelo Conselho Deliberativo, com ressalvas, e agora passarão pela votação dos sócios em Assembleia Geral. Essa foi a última prestação de contas do Bahia enquanto associação sem fins lucrativos, já que o Esquadrão está nos trâmites finais para a constituição da SAF. >
Composição A bilheteria foi responsável pela maior parte dos R$ 108,3 milhões de receitas do clube em 2022, com cerca de R$ 36 milhões, o que representa 34% do montante. A conta inclui o programa de sócio torcedor e os ingressos vendidos na bilheteria. Logo depois aparece a venda de atletas. O clube arrecadou R$ 21, 4 milhões com a negociação de direitos econômicos e não conseguiu bater a meta de R$ 27 milhões prevista no orçamento. Cabe destacar que ficou impedido de vender jogadores ao fim da Série B por conta de uma cláusula no contrato de negociação da SAF com o Grupo City. >
Já os direitos de transmissões aparecem apenas na terceira colocação, com R$ 18,2 milhões. Entre outras receitas, constam ainda patrocínio/marketing, a Loja Esquadrão, luvas e premiações e outros.>
Em 2022, o Bahia aumentou o seu endividamento, que saltou de R$ 235 milhões registrados em 2021 para R$ 296 milhões no ano passado - uma diferença de R$ 61 milhões. Pelo acordo com o Grupo City, o fundo investidor ficará com a responsabilidade de liquidar a dívida nos próximos anos.>