Vice-presidente tricolor fala de relação com CBF: “Bahia não pode se curvar”

Em entrevista ao programa de rádio do clube, Pedro Henriques comentou sobre os indícios de retaliação por parte da CBF

Publicado em 19 de fevereiro de 2016 às 20:09

- Atualizado há 10 meses

Não é de hoje que a relação entre Bahia x CBF vem se desgastando. Ano passado, a diretoria tricolor solicitou a mudança do mando de campo na Série B, no jogo contra o Boa Esporte, de Varginha para Aracaju e não foi atendido, mesmo com o consentimento do time mineiro, já sem pretensões no campeonato. Representações contra algumas arbitragens dos jogos do clube também foram feitas e nenhuma medida foi tomada.(Foto: Arisson Marinho/CORREIO)Desta vez, a diretoria havia solicitado novamente a alteração de datas de duas partidas por conta do amistoso contra o Orlando City, dia 27, nos Estados Unidos, mas foi surpreendida com nova negativa. O pedido envolvia a mudança da partida contra a Juazeirense do dia 9 para o dia 16 de março, data que, até então, não tinha nenhum jogo marcado. Hoje, porém, a CBF confirmou justamente para o dia 16 de março, a estreia do Bahia na Copa do Brasil, contra o Globo do Rio Grande do Norte, impossibilitando assim, mais uma vez, o pedido da cúpula tricolor.  O vice-presidente do clube, Pedro Henriques, expressou a sua indignação no Programa do Esquadrão, desta sexta-feira, 19, e comentou a postura da entidade.“Tínhamos informação de bastidores que o Bahia só entraria em campo em abril (pela Copa do Brasil). Mas tínhamos o receio que fossem mantidos esses jogos no mesmo dia e infelizmente não surpreende. Vocês percebem que pode faltar boa vontade com um ou com outro em pequenas atitudes”, disse o dirigente. Com isso, tudo indica que o Bahia terá mesmo que atuar duas vezes, no mesmo dia e horário. Os jogos estão marcados para 9 de março, contra Juazeirense, fora de casa, pelo Nordeste e Galícia, na Fonte Nova, pelo Baiano. A solução será colocar a equipe sub-20 em uma das competições.“Ainda não está decidido. A tendência é avaliar em qual competição vamos entrar com profissional e qual vamos entrar com sub-20. Confiamos muito no Aroldo e nos garotos”, afirmou Henriques. Indignado com a posição da entidade perante o clube, o vice-presidente desabafou. “O Bahia não pode se curvar a quem quer que seja, esperando que lhe facilitem a vida. O Bahia não pode mais suportar esse tipo de situação. Não movemos uma ação contra CBF ou qualquer órgão e infelizmente só vemos o Bahia ser prejudicado, é frustrante. O jogo foi marcado dia 16, sendo que tem 3 datas livres. Pra quê isso? Bahia é um clube democrático, gerido por pessoas sérias e isso não é lugar comum no futebol. Não vamos mudar nossa posição”, garantiu.