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Braskem registra resultado operacional de R$ 1 bilhão no primeiro trimestre

Desempenho reflete a melhora nas margens, impacto positivo de regime tributário e aumento de vendas no Brasil

  • Foto do(a) author(a) Donaldson Gomes
  • Donaldson Gomes

Publicado em 14 de maio de 2026 às 14:56

Petroquímica alcançou resultado 76% acima do verificado no quarto trimestre Crédito: Divulgação

A Braskem, petroquímica global que desenvolve soluções sustentáveis da química e do plástico para melhorar a vida das pessoas, registrou Ebitda recorrente, índice que mede o resultado operacional, de R$ 1 bilhão no primeiro trimestre de 2026. O resultado é 76% superior ao registrado no 4T25, principalmente em função do aumento dos spreads petroquímicos em todas as regiões, bem como do impacto positivo na aquisição de matérias-primas no âmbito do REIQ. No período, a companhia reverteu o prejuízo anterior e registrou lucro líquido atribuível aos acionistas de R$ 1,4 bilhão.

“Importante ressaltar que, durante o primeiro trimestre do ano, observamos um crescimento global moderado, porém, com o início do conflito no Oriente Médio ao final de fevereiro, a volatilidade nos mercados internacionais aumentou significativamente, principalmente em relação os preços de energia, aumentando os preços das matérias-primas e impactando positivamente os spreads petroquímicos internacionais, ainda não refletidos nos resultados da companhia no primeiro trimestre,” afirma Roberto Ramos, CEO da companhia.

No Brasil, a taxa média de utilização de eteno das centrais petroquímicas avançou para 69% no 1T26, um incremento de 10 pontos percentuais frente ao trimestre anterior. E, acompanhando essa melhora, as vendas de resinas no mercado brasileiro totalizaram 782 mil toneladas - um crescimento de 5% em relação ao 4T25.

Nas operações dos Estados Unidos e Europa, observou-se um avanço no ritmo operacional, com aumento de 8 pontos percentuais na taxa de utilização, que registrou a marca de 79% no trimestre. Já no México, a taxa de utilização encerrou o 1T26 em 55%, sendo uma redução de 30 pontos percentuais ante o 4T25.

No Brasil e na América do Sul, o spread médio de resinas no mercado internacional avançou 16% em relação ao trimestre anterior. O EBITDA recorrente do segmento atingiu US$ 241 milhões, um crescimento de 69% frente ao último trimestre de 2025. Este avanço foi impulsionado, principalmente, pelo impacto positivo no custo de produção referente aos créditos de PIS/COFINS na aquisição de matérias-primas no âmbito do REIQ.

Nos Estados Unidos e na Europa, o spread médio do polipropileno (PP) registrou alta de 6% na comparação com o 4T25. O volume de vendas de PP na região cresceu 3%, totalizando 496 mil toneladas em decorrência do processo de formação de estoques e antecipação de compras na cadeia de transformação, motivado pelas incertezas no cenário geopolítico. Com esse desempenho, o segmento demonstrou recuperação e registrou um EBITDA recorrente positivo de US$ 21 milhões, o que reverteu o resultado negativo registrado no trimestre anterior.

No México, o spread do polietileno (PE) apresentou um avanço de 32% em comparação ao 4T25. Apesar disso, o volume de vendas de PE caiu 37%, totalizando 140 mil toneladas dada a redução no fornecimento de etano pela PEMEX e o menor volume importado de etano, em linha com a necessidade de liquidez da Braskem Idesa. Diante desse cenário, o segmento fechou o trimestre com um EBITDA recorrente negativo de US$ 15 milhões.

Atualizações de Alagoas

Ao longo do primeiro trimestre de 2026, a companhia avançou nas frentes de atuação em Maceió. Até o final de março, o Programa de Compensação Financeira e Apoio à Realocação (PCF) registrou 19.204 propostas apresentadas (99,9% do total), sendo 99,6% delas já aceitas e pagas, o que representa mais de R$ 4,2 bilhões desembolsados desde o início do programa.

Em paralelo, a Braskem mantém os avanços nas iniciativas sociourbanística, com seis dos 11 projetos de mobilidade urbana já concluídos e os demais em execução ou planejamento. Esses marcos refletem o cumprimento consistente das obrigações assumidas com as autoridades e a melhoria do ambiente local, o que inclui os desembolsos regulares previstos no acordo firmado com o estado de Alagoas no final de 2025 para a reparação integral da região.