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Da Redação
Publicado em 10 de fevereiro de 2011 às 06:57
- Atualizado há 3 anos
Luciana Rebouças | Redação CORREIO Quem ficar atento pode economizar até 64% ao deixar de comprar marcas líderes e colocar as marcas próprias dos supermercados - com a mesma qualidade - no carrinho. Uma pesquisa feita ontem pelo CORREIO exemplifica: o papel higiênico G Barbosa sai por R$ 2,79, enquanto a marca líder está sendo vendido por R$ 7,82. Para Maria Inês Dulci, coordenadora institucional da Associação Brasileira do Consumidor ProTeste, as pessoas deixam de comprar a marca própria por desconhecimento. Mas, se este produto atrelar qualidade ao preço, esta opção pode trazer muita economia. >
Estratégias Atentos a esta modalidade do varejo, empresas como o Bompreço, G Barbosa e Extra estão investindo em novas estratégias para captar clientes. Ainda este mês, a rede Bompreço vai lançar o Festival das Marcas Próprias, com ilhas para dar destaque aos produtos de marca própria. Segundo Antônio Neto, gerente regional de marcas próprias da Walmart - proprietária do Bompreço -, os produtos combinam qualidade com preço mais justo, já que não há investimento em propagandas. “Eles são de 5% a 30% mais econômicos do que as marcas líderes”, informa. A rede já obteve crescimento de 10% em vendas desta marca de 2009 para 2010.Já o grupo G Barbosa está reformulando sua marca própria e, até julho deste ano, já apresentará aos clientes novos produtos, além dos já oferecidos. Segundo Samuel Pereira, gerente regional de marca própria do G Barbosa, os itens serão de 5% a 25% mais baratos do que as marcas líderes. “Os produtos vão passar por uma reformulação que irá agregar a qualidade ao preço mais justo”, acrescenta Pereira. “A qualidade dos produtos de marca própria é igual, ou até mesmo superior às marcas líderes”, reforça Weidja Rocha, gerente da loja Extra Vasco da Gama. Ela acrescenta que a média de redução de preço da rede varia de 5% a 10%. Segundo ela, a marca Qualitá, utilizada pela rede, já se tornou uma referência para os consumidores, por estar há mais de seis anos no mercado.>
Quantidade Maria Inês Dolci, do Proteste, orienta que na primeira vez que o consumidor for testar a marca própria leve uma menor quantidade, pois, se não gostar, não terá perdido o dinheiro. “Mas vale a pena experimentar”, reforça. Foi isto que fez a consumidora Silvânia Ferreira, que não tem problemas para experimentar. “Se tiver mais barato, eu levo”.>