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Desemprego na zona do euro sobe para 9,7%, o maior em dez anos

O dado é preliminar e não mostra a variação dos preços na comparação mensal

  • D
  • Da Redação

Publicado em 30 de outubro de 2009 às 11:12

 - Atualizado há 3 anos

O desemprego na Europa continua em alta, apesar dos primeiros sinais de que a recessão já ficou para trás. Na zona do euro (15 países que compartilham a moeda), a taxa de desemprego alcançou 9,7% em setembro, a maior desde a registrada em janeiro de 1999. Em agosto, o desemprego era de 9,6%.

Também nos 27 países que compõem a União Europeia o desemprego subiu, segundo a agência oficial de estatísticas Eurostat, chegando a 7,1%, a maior taxa desde janeiro de 2000.

Espanhóis fazem fila em agência de emprego do governo em MadriFoto: AFP

A Eurostat estima que 22,123 milhões de pessoas estejam desempregadas na UE. Na zona do euro, este número alcança 15,324 milhões. Comparado a agosto, o número de desempregados cresceu em 286 mil na UE e 184 mil na zona do euro. Desde setembro de 2008, 5,011 milhões de pessoas entraram para esta conta nos 27 países da União Europeia.

PaísesEntre os países da região, as menores taxas de desemprego foram registradas na Holanda, de 3,6%m e na Áustria, de 4,8%. A Letônia ultrapassou a Espanha e registrou a maior taxa de desemprego, de 19,7%, frente aos 18,6% registrados em agosto. No país ibérico, a taxa subiu de 18,8% para 19,3%.

Na comparação com setembro do ano passado, as menores altas na taxa de desemprego foram verificadas na Alemanha (de 7,1% para 7,6%), Itália (de 6,8% para 7,4%) e Bélgica (de 7,3% para 7,9%). Já Letônia e Estônia viram o desemprego disparar, passando de 8,1% para 19,7% e de 4,1% para 13,3%, respectivamente. 

InflaçãoTambém nesta sexta, a Eurostat informou que os preços ao consumidor da zona do euro recuaram pelo quinto mês consecutivo em outubro na comparação anual, e o desemprego na região atingiu pico em quase 11 anos em setembro. Os preços caíram 0,1% sobre outubro de 2008, seguindo o recuo de 0,3% em setembro.O dado é preliminar e não mostra a variação dos preços na comparação mensal.

(Com informações do G1)