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Index Bahia oferta 300 vagas e revela o novo perfil buscado pelas indústrias

Gerente do IEL detalha lacunas que eliminam candidatos e aponta que alfabetização digital e adaptabilidade são os novos pré-requisitos para garantir o crachá.

  • Foto do(a) author(a) Carmen Vasconcelos
  • Carmen Vasconcelos

Publicado em 5 de maio de 2026 às 21:08

Afonso Monteiro reforça a importância das competências digitais básicas para conquistar a vaga na indústria
Afonso Monteiro reforça a importância das competências digitais básicas para conquistar a vaga na indústria Crédito: DIVULGAÇÃO

O mercado de trabalho baiano passa por uma transição silenciosa, onde o "operacional puro" perde espaço para profissionais capazes de navegar entre a técnica e o raciocínio analítico. Esse é o diagnóstico de Afonso Monteiro, gerente de Desenvolvimento de Carreiras do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), que projeta a oferta de pelo menos 300 oportunidades de estágio e emprego durante a Feira de Empregabilidade do Index Bahia 2026, entre os dias 6 e 8 de maio. 

Com 20 grandes empresas já confirmadas, o evento no Centro de Convenções Salvador funcionará como um termômetro real das dificuldades e das soluções para o setor produtivo local.  Apesar da alta demanda por mão de obra, Monteiro alerta para um "conjunto de fatores" que impede o profissional baiano de conquistar a vaga.

O principal vilão não é apenas a falta de cursos, mas o déficit de competências digitais básicas. "Muitos candidatos ainda têm dificuldade com ferramentas simples ou processos digitais, o que acaba eliminando-os já nas etapas iniciais", revela o gerente. Além da barreira tecnológica, a baixa maturidade comportamental — que inclui dificuldades de comunicação, postura e compromisso com entregas — e o descompasso entre a teoria acadêmica e a prática do chão de fábrica formam o cenário de "gap de experiência" que a indústria tenta combater. 

As três competências de ouro para 2026 

Para quem pretende visitar o Index em busca de uma oportunidade, Afonso Monteiro destaca o "tripé de sobrevivência" exigido pelas indústrias parceiras: 


Alfabetização Digital: Familiaridade com sistemas e ferramentas. Não é necessário ser um especialista em TI, mas entender o ecossistema digital é hoje um pré-requisito básico.

Raciocínio Analítico: Capacidade de resolver problemas com autonomia. O cenário atual é complexo e exige profissionais que saibam tomar decisões.

Aprendizagem Contínua: No ritmo acelerado da Indústria 4.0, a velocidade com que o profissional aprende e se adapta a novas rotinas é o diferencial competitivo. 

O papel das seleções temporárias 

Questionado sobre a relação entre seleções simplificadas (como os REDAs da Fapesb e outros órgãos) e a estratégia da FIEB, Monteiro explica que essas vagas são importantes "portas de entrada". "Elas geram oportunidade rápida de entrada no mercado e ajudam o profissional a ganhar repertório. No entanto, não substituem uma estratégia estruturada de desenvolvimento de talentos. Devem ser vistas como o início de uma trilha de crescimento, e não como solução definitiva", pontua.  

Destaques 

  • Oportunidades: 300 vagas (Estágio e Emprego). 
  • Foco: Conexão direta com 20 grandes indústrias. 
  • Onde: Index Bahia 2026 (Centro de Convenções Salvador). 
  • Programação: Quinta-feira (07/05) é o dia D para a empregabilidade, a partir das 14h.