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Nova tarifa de 25% dos Estados Unidos pode impactar indústria da Bahia, alerta Fieb

País americano propõe tarifas a 60 países, incluindo o Brasil

  • Foto do(a) author(a) Maysa Polcri
  • Maysa Polcri

Publicado em 3 de junho de 2026 às 19:39

Encontro na sede da FIEB oficializou o Movimento Bahia pela Educação
Carlos Henrique Passos, presidente da Fieb Crédito: VALTER PONTES

Após o Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) anunciar que pretende estabelecer tarifas adicionais de até 25% sobre as importações de diferentes países, incluindo o Brasil, a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) disse que avalia com preocupação a proposta. Segundo a entidade, se a medida for adotada, pode afetar segmentos relevantes da indústria baiana e comprometer a competitividade de bens industriais exportados pelo estado.

Os Estados Unidos ocupam posição relevante para o comércio exterior da Bahia. O país é o quarto principal destino das exportações baianas, com vendas externas de US$ 821,4 milhões (2025), segundo a Fieb. "Uma elevação tarifária dessa magnitude pode ter efeitos significativos sobre empresas exportadoras, cadeias produtivas locais e setores industriais que possuem relação direta com o mercado norte-americano", diz a entidade. 

O governo dos Estados Unidos busca restabelecer tarifas que foram anuladas por decisão da Suprema Corte do país em fevereiro. A possibilidade de novas sanções econômicas, segundo o governo americano, é baseada em investigações de práticas comerciais desleais. Entre as práticas criticadas pelos EUA estão o PIX, o desmatamento ilegal, a pirataria e falhas na aplicação de leis anticorrupção.

A Fieb pontua que o ferro silício e produtos químicos como benzeno e butadieno são alguns dos produtos baianos que podem ser afetados. "A elevação da tarifa tende a encarecer os produtos brasileiros no mercado dos Estados Unidos, reduzir margens, pressionar contratos comerciais e abrir espaço para concorrentes de outros países", alerta.

"Como a recomendação do USTR ainda não representa uma decisão definitiva, a FIEB seguirá acompanhando o tema e atuará de forma coordenada com a Confederação Nacional da Indústria, CNI, e com o setor produtivo para defender soluções equilibradas, preservar mercados e proteger a competitividade da indústria baiana", acrescenta.