Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Mariana Rios
Publicado em 3 de maio de 2026 às 15:48
Já estão em vigor as novas regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para fiscalização dos planos de saúde. O novo modelo quer agilizar a análise das reclamações, a fiscalização e incentivar as operadoras a cumprirem as regras para melhorar a qualidade dos serviços.>
Segundo a ANS, isso significa combinar ações de orientação, prevenção e punição, com multas que podem chegar a R$ 1 milhão por determinação descumprida.>
As novas regras, que entraram em vigor na sexta-feira (1º), foram aprovadas em dezembro de 2025 e, após o período de adaptação, passam a valer para todo o setor. A ANS promete acelerar a resposta às reclamações e pressionar planos de saúde a resolver problemas antes que virem disputa — uma mudança que afeta diretamente quem usa o serviço.>
A nova norma também atualiza os tipos de infração previstos e revisa os valores das multas, com elevação gradual de até 170% em relação aos valores atuais.>
Com o novo modelo de fiscalização, a agência passa a combinar orientação e punição conforme a gravidade de cada caso, analisar parte das queixas por amostragem e focar em operadoras com pior desempenho, com previsão de multas que podem chegar a R$ 1 milhão em situações mais graves.>
Na prática, o que muda para o consumidor é a tentativa de dar mais agilidade às queixas registradas contra planos de saúde. As reclamações continuam sendo feitas normalmente e encaminhadas às operadoras por meio da Notificação de Intermediação Preliminar (NIP), mecanismo que busca resolver conflitos de forma mais rápida.>
A diferença é que, agora, nem todas serão analisadas individualmente. Parte dos registros será usada para identificar problemas recorrentes — como negativa de cobertura ou demora no atendimento — e orientar ações mais amplas da ANS. A ideia é evitar acúmulo de processos e agir antes que as falhas se repitam em larga escala.>
Quando a análise individual ocorrer, o prazo para conclusão é de até 45 dias. Se o problema não for resolvido nessa fase, o caso pode evoluir para etapas mais rigorosas de fiscalização.>
O novo modelo também amplia o monitoramento das operadoras com base em indicadores como o volume de reclamações. Empresas com desempenho pior podem ser alvo de acompanhamento mais próximo e obrigadas a apresentar planos para corrigir falhas.>
Dependendo da gravidade, a ANS poderá aplicar desde medidas preventivas até sanções mais duras, incluindo multas de até R$ 1 milhão por descumprimento e penalidades adicionais. Em casos considerados graves, também está prevista multa diária.>
As mudanças fazem parte de um pacote de normas aprovado no fim de 2025, dentro de uma estratégia chamada de “regulação responsiva”, que tenta equilibrar orientação e punição. Para o consumidor, a promessa é clara: menos burocracia para reclamar e mais pressão para que o plano resolva o problema — sem precisar chegar à Justiça.>