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Amanda Cristina de Souza
Publicado em 25 de março de 2026 às 15:34
A venda de remédios em supermercados agora tem regras mais claras no Brasil. Com a sanção da Lei nº 15.357/2026, não é mais permitido deixar medicamentos à mostra, como se fossem produtos do dia a dia. >
Na prática, supermercados ainda podem ter farmácias ou drogarias dentro de suas lojas, mas existem limites para garantir controle sanitário e o uso seguro dos medicamentos.>
Segundo órgãos legislativos, a lei proíbe que os medicamentos fiquem em áreas abertas, tipo bancadas, ilhas ou estandes, fora da farmácia. A ideia é atualizar a Lei nº 5.991/1973 e evitar práticas que incentivem a automedicação ou prejudiquem a conservação dos produtos.>
A grande mudança da Lei 15.357/2026 é justamente como os remédios podem ser exibidos. Eles não podem mais ficar à disposição do consumidor em áreas comuns do supermercado.>
Agora, a venda tem que acontecer em um espaço próprio de farmácia ou drogaria, sem autosserviço, garantindo que a entrega seja feita com controle técnico, seguindo as regras do setor farmacêutico.>
A lei permite que supermercados tenham farmácias dentro da loja, desde que funcionem de forma independente e sigam todas as normas do setor.>
Isso inclui, por exemplo:>
Estrutura própria e separada do restante do supermercado;>
Cumprimento completo das normas sanitárias e regulatórias.>
Ou seja, você ainda pode acessar uma farmácia dentro do supermercado, mas os medicamentos não vão estar espalhados pelas prateleiras. Tudo continua sob controle técnico, conforme manda a legislação.>
Um ponto central da lei é a necessidade de ter um profissional qualificado presente. A recomendação é que um farmacêutico esteja disponível durante todo o horário de funcionamento da farmácia.>
O objetivo é garantir orientação correta ao consumidor, especialmente quando o assunto envolve uso contínuo de remédios ou possíveis interações entre medicamentos, seguindo protocolos do setor.>
As regras sanitárias continuam as mesmas que já valem para farmácias tradicionais.>
Isso inclui, armazenamento correto, controle de temperatura, rastreabilidade e registro das vendas, principalmente para medicamentos controlados.>
Nesses casos, a entrega ao cliente deve seguir procedimentos rigorosos, como conferência na hora da compra ou acondicionamento adequado até o pagamento, conforme as normas sanitárias.>
A fiscalização continua sob responsabilidade da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e órgãos locais.>
Para quem compra, a mudança mistura conveniência com segurança.>
Ter farmácias dentro dos supermercados facilita pegar os remédios junto com outros produtos do dia a dia. Por outro lado, eles não ficam mais em autosserviço, só podem ser dispensados com orientação profissional, como manda a lei.>
Especialistas dizem que a medida busca equilibrar acesso e segurança, evitando uso inadequado ou compras por impulso.>
Advogados de direito sanitário reforçam que a lei exige um espaço “fisicamente delimitado, segregado e exclusivo” para farmácias dentro dos supermercados, impedindo que os remédios fiquem à mostra e evitando automedicação.>
Ao contrário de alguns países que são mais flexíveis, o Brasil manteve regras rígidas para dispensar medicamentos, mesmo dentro de supermercados.>
Especialistas e órgãos reguladores explicam que isso é para reduzir riscos à saúde, como automedicação, uso errado de substâncias e armazenamento inadequado de remédios.>
O objetivo é garantir que os medicamentos sejam fornecidos de forma segura, com orientação profissional quando necessária, unindo maior acesso à população e proteção sanitária.>
Remédios não podem ficar em gôndolas abertas;>
Venda só dentro de farmácias ou drogarias;>
Supermercados podem ter farmácias, mas separadas;>
Presença de farmacêutico é obrigatória;>
Regras sanitárias seguem o mesmo padrão do setor farmacêutico.>