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Paulo Souto diz que governo do PT prejudicou a segurança na Bahia

Candidato do DEM disse quem mora em Salvador tem 6 vezes mais risco de ser assassinado do que quem mora em São Paulo

  • D
  • Da Redação

Publicado em 20 de agosto de 2010 às 19:10

 - Atualizado há 3 anos

Redação CORREIO

O candidato do DEM ao governo do estado, Paulo Souto, disse nesta sexta-feira (20) que uma pessoa em Salvador tem seis vezes mais chances de ser assassinado do que uma pessoa em São Paulo. "Nossa taxa de criminalidade é seis vezes maior. É um problema generalizado do Brasil, só que alguns estados conseguiram reduzir isso e na Bahia, na Região Metropolitana de Salvador, aumentou 76% de 2006 para cá". 

Souto foi o último entrevistado do BA TV nesta semana, em uma série com todos os candidatos ao governo. Além de criticar duramente a segurança e dizer que o governo da Bahia foi responsável pelo aumento da violência, Souto também disse que a saúde no estado deixa a desejar. "Não tenho dúvida nenhuma de que a maior parte destes problemas (da saúde) é falta de gestão", disse, citando que em seu governo foi construído o dobro de UTIs mesmo com menos recursos.

Souto foi último entrevistado pelo BA TV

"O programa Saúde da Família, de saúde básica, aumentamos 30% em 4 anso. Passamos de uma cobertura de 21% para 51%. O governo em 3 anos e meio chegou só a 54%, 55%". Souto prometeu, se eleito, construir seis hospitais regionais e investir em um grande hospital para atender os que têm câncer porque este tipo de atendimento estaria "muito precário".

Pontuando 19% nas pesquisas de intenção de voto, Souto minimizou este tipo de levantamento e disse que a "experiência tem mostrado que a maioria da decisão do eleitorado se dá no último mês". Souto disse que continua "na luta" e que é um candidato competitivo. Ele questionou também as altas taxas de rejeição a seu nome nas pesquisas, falando que seu governo anterior foi muito bem avaliado pelos baianos.

Depois de oito anos como governador, Souto disse que não sabe o que faria de diferente se tiver mais uma chance. "O importante é fazer o que a Bahia nesse momento exige de um governador. Essencial é nós cuidarmos daqueles setores dos quais depende a nossa vida, dois setores que hoje em dia estão em uma situação muito difícil na Bahia, segurança pública e saúde".