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A tecnologia de guerra usada pelos EUA no Irã capaz de identificar alvos pelo batimento do coração

Entenda como pesquisadores criaram um método de transmissão invisível que desafia sistemas de monitoramento tradicionais e redefine o conceito de criptografia física

  • Foto do(a) author(a) Raphael Miras
  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Raphael Miras

  • Agência Correio

Publicado em 9 de abril de 2026 às 18:32

Detalhe dos sensores de captação de alta sensibilidade, capazes de isolar o
Detalhe dos sensores de captação de alta sensibilidade, capazes de isolar o "murmúrio" digital em ambientes com alta poluição sonora Crédito: Reprodução

O campo de guerra é, historicamente, palco de experimentos para avanços tecnológicos. Como em qualquer espaço do cotidiano, a tecnologia pode ser utilizada tanto para o bem quanto para o mal.

Uma dessas tecnologias que é capaz de pender para os dois lados é a Ghost Murmur, ou o Sussurro de fantasma. Ela é capaz de encontrar um ser humano apenas pela sua batida cardíaca.

Lado oculto da Lua por Divulgação/Nasa

Criada e batizada pela CIA (Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos), a tecnologia teve seu primeiro uso real confirmado recentemente em uma das missões de resgate mais complexas da última década, envolvendo um piloto americano escondido em território iraniano.

A utilização do Ghost Murmur no Irã

A primeira vez que a tecnologia entrou em ação foi no sul do Irã, quando a CIA teve uma missão complicada para resolver. O objetivo era localizar os destroços da queda de um caça F-15E e o desaparecimento do oficial identificado como “Cara 44 Bravo”.

O oficial sobreviveu à queda e conseguiu se esconder em uma fenda nas montanhas por quase 48 horas enquanto forças inimigas realizavam buscas intensas na região.

Embora o piloto tivesse um dispositivo de localização, sua posição exata era incerta e o risco de uma emboscada era alto.

Com o funcionamento da Ghost Murmur, a tecnologia permitiu à equipe de resgate confirmar que o aviador estava vivo e parado em um ponto específico, dando a segurança necessária para uma megaoperação que mobilizou centenas de soldados.

Como funciona: magnetometria e IA

Desenvolvido pela divisão Skunk Works, da Lockheed Martin, o mesmo braço que criou aeronaves lendárias como o U-2 e o F-117, o Ghost Murmur opera sob dois pilares fundamentais: Magnetometria Quântica e a famosa Inteligência Artificial.

Com a magnetometria quântica, os sensores de alta sensibilidade detectam campos eletromagnéticos extremamente fracos, como os gerados pelo coração humano.

Normalmente, esses sinais só poderiam ser captados em hospitais, com sensores colados ao peito do paciente.

Já o software da inteligência artificial processa os dados captados e isola a "batida" humana do ruído ambiental, permitindo identificar uma pessoa mesmo que ela esteja imóvel e sem eletrônicos ativos.

O nome do sistema é quase poético: "Ghost" (fantasma) refere-se à capacidade de achar quem está oculto, e "Murmur" (murmúrio) é o termo clínico para o ritmo do coração.

O futuro além dos campos de batalha

Embora tenha nascido sob sigilo militar, o potencial do Ghost Murmur para a vida civil é imenso.

A tecnologia abre precedentes para missões de busca e resgate em desastres naturais, como a localização de sobreviventes sob escombros de terremotos ou deslizamentos, onde o tempo é o maior inimigo.

Por outro lado, o uso ofensivo gera debates. A integração do sistema em caças de última geração, como o F-35, poderia permitir o mapeamento de pessoas dentro de edifícios ou túneis sem qualquer contato visual.

O batimento cardíaco, sinal mais básico de vida, tornou-se agora uma assinatura rastreável.