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Abaixo de uma das maiores cidades do planeta há uma placa tectônica sendo devorada pelo próprio planeta Terra

Cientistas conseguiram mapear, de forma sem precedentes, a lenta desintegração da placa tectônica Explorer

  • Foto do(a) author(a) Luiz Dias
  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Luiz Dias

  • Agência Correio

Publicado em 8 de maio de 2026 às 05:00

Zona de subducção em Cascadia é a primeira a ter seu processo de desintegração documentado de forma mais precisa
Zona de subducção em Cascadia é a primeira a ter seu processo de desintegração documentado de forma mais precisa Crédito: NOAA Photo Library / Wikimedia Commons

Pela primeira vez, com grande nível de detalhes, um estudo conseguiu registrar uma placa tectônica se rompendo sob o oceano na costa da Ilha de Vancouver, no Canadá. A descoberta conseguiu mapear, de forma sem precedentes, uma zona de subducção em processo de fragmentação.

Esse tipo de zona é uma região em que uma placa tectônica mergulha sob outra e ajuda a formar terremotos, vulcões e montanhas, sendo lentamente dissolvida no processo. Apesar de o processo ocorrer em escala geológica, ou seja, além dos limites temporais humanos, essa descoberta pode ajudar em eventos práticos.

O que foi encontrado?

O fenômeno foi observado na região de Cascadia, no Pacífico Norte, onde as placas Juan de Fuca e Explorer se movimentam sob a placa norte-americana. O estudo publicado na revista Science Advances mostra que a microplaca Explorer está se separando de parte da antiga placa de Farallon.

“É a primeira vez que temos uma imagem clara de uma zona de subducção em vias de extinção.”

Brandon Shuck

geólogo da Universidade Estadual da Louisiana e autor principal do estudo, em entrevista ao LSU

Esse processo é conhecido como rasgo de placa e ocorre em etapas. A placa menor está em lento processo de fragmentação, sendo empurrada para o interior do planeta Terra e, nesse processo, sendo dissolvida em magma.

Devido ao estudo, os cientistas conseguiram uma projeção muito mais precisa sobre a 'morte' de uma placa tectônica.

As zonas de subdução aparecem onde placas mergulham no manto; Cascadia é uma delas e se destaca por estar perto de áreas povoadas do Canadá e dos Estados Unidos por Gavin P. Hayes, USGS / Wikimedia Commons

Coleta de dados

Para mapear a área, os pesquisadores usaram uma técnica chamada reflexão sísmica, parecida com um ultrassom, mas aplicada ao fundo do mar. O navio de pesquisa Marcus G. Langseth enviou ondas sonoras em direção ao solo oceânico. Depois, sensores presos a um cabo de 15 quilômetros captaram os ecos que voltaram das camadas de rocha.

Foto de outro navio de levantamento sísmico, o Ramform Sovereign
Foto de outro navio de levantamento sísmico, o Ramform Sovereign Crédito: Mortlars / Wikimedia Commons

Com esses dados, os cientistas reconstruíram imagens profundas da crosta terrestre. Elas revelaram falhas, fraturas e uma queda de cerca de 5 quilômetros em parte da placa.

Por que isso importa?

Zonas de subducção estão entre as áreas mais ativas do planeta. Nelas ocorrem alguns dos maiores terremotos, porque enormes blocos de rocha ficam presos e acumulam energia por muito tempo.

Quando essa energia se solta, o impacto pode provocar abalos fortes e deslocar grandes volumes de água. Por isso, áreas de subducção também estão associadas ao risco de tsunamis.

Esse novo artigo auxilia no entendimento de como funcionam essas áreas de subducção, o que pode auxiliar na medição de futuros eventos geológicos, como terremotos.

Apesar disso, o estudo em Cascadia não aponta que existam riscos imediatos em escala humana.

Tags:

Geografia Ciência Meio Ambiente Tecnologia Canadá