Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Adeus, carregador de celular: tecnologia nuclear de diamante promete mudar forma de recarregar smartphones

Tecnologia que usa diamantes e material radioativo promete gerar energia contínua por milhares de anos e pode transformar setores como medicina, transporte e exploração espacial

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Foto do(a) author(a) Raphael Miras
  • Agência Correio

  • Raphael Miras

Publicado em 2 de abril de 2026 às 19:00

Protótipos de baterias de diamante utilizam carbono-14 encapsulado para produzir energia de forma constante e segura ao longo de décadas ou até milênios
Protótipos de baterias de diamante utilizam carbono-14 encapsulado para produzir energia de forma constante e segura ao longo de décadas ou até milênios Crédito: Representação IA

Uma inovação totalmente inesperada está ganhando espaço no debate sobre o futuro da energia. Conhecidas como baterias de diamante, a experiência tem o poder de oferecer eletricidade por milhares de anos sem necessidade de recarga.

Diversos pesquisadores do mundo inteiro já apresentaram projetos para estudos e evolução da substância. O Reino Unido, por exemplo, mostraram protótipos com durabilidade estimada em cerca de 5.700 anos.

1) Instagram: O aplicativo consome muita bateria por manter o feed em atualização constante, fazer pré carregamento de vídeos e enviar notificações frequentes. Mesmo fechado, continua ativo em segundo plano, usando internet, processamento e, em muitos casos, localização. por Reprodução

Já a startup americana Nano Diamond Battery (NDB) projeta versões que poderiam alcançar até 28 mil anos de funcionamento. A proposta chama atenção por atacar uma das principais limitações da tecnologia atual: a curta vida útil das baterias convencionais.

Além de oferecer pequenas melhorias de desempenho, a bateria de diamante implanta uma mudança radical de escala. Em vez de dias ou anos, a ideia é pensar em energia que dure décadas, séculos ou até milênios.

Como funciona a bateria de diamante

O princípio oculto dessa tecnologia é o uso de material radioativo, como o carbono-14, localizado em estruturas de diamante. O sistema aproveita o processo natural de decaimento radioativo para gerar uma corrente elétrica contínua, por mais que a substância seja de baixa potência.

Na prática, resíduos nucleares, como grafite radioativo purificado, podem ser reaproveitados como fonte de energia. Para garantir segurança, o carbono-14 é envolto por uma camada adicional de carbono-12, formando uma barreira que impede a liberação de radiação para o ambiente externo.

Esse encapsulamento em diamante sintético é justamente o que torna o sistema estável e seguro para aplicações práticas.

Energia constante, não potência máxima

Diferentemente das baterias comuns, que são projetadas para fornecer picos de energia, a bateria de diamante se destaca pela capacidade de manter uma geração contínua e estável ao longo do tempo.

Isso a torna especialmente útil em situações onde a troca de bateria é difícil, cara ou arriscada. Entre os principais usos estudados estão dispositivos médicos, como marcapassos e aparelhos auditivos, além de sensores e equipamentos de segurança que precisam operar sem interrupção por longos períodos.

Aplicações que vão da medicina ao espaço

A confiabilidade é o grande diferencial dessa tecnologia. Por isso, ela também é vista como uma solução promissora para a exploração espacial, onde a manutenção de equipamentos em órbita ou em missões de longa duração é extremamente limitada.

No setor de transportes, a Nano Diamond Battery afirma que suas nanobaterias poderiam, no futuro, permitir veículos elétricos com autonomia de até 90 anos sem necessidade de substituição da fonte de energia.

Segurança e próximos passos

Especialistas destacam que o uso de diamante industrial é essencial para garantir a segurança da tecnologia, já que o material atua como uma barreira altamente resistente à radiação.

Segundo pesquisadores ligados à Autoridade de Energia Atômica do Reino Unido, essas baterias podem fornecer níveis contínuos de energia na faixa de microwatts de forma segura e sustentável.

Em entrevista para o site “O Globo”, o pesquisador Tom Scott, da Universidade de Bristol, destaca que a tecnologia de microenergia tem potencial para atender uma ampla gama de aplicações críticas, especialmente com o avanço de parcerias industriais nos próximos anos.

Um futuro ainda em construção

Apesar do potencial, as baterias de diamante ainda estão em fase de desenvolvimento e enfrentam desafios para alcançar produção em larga escala. Custos, limitações de potência e regulamentações são alguns dos obstáculos que precisam ser superados.

Ainda assim, a tecnologia já é considerada uma das mais ambiciosas da nova corrida energética global.

Se conseguir sair dos laboratórios e chegar ao mercado, poderá redefinir completamente o conceito de autonomia: transformando a forma como dispositivos são alimentados e utilizados ao longo do tempo.