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Luiz Dias
Agência Correio
Publicado em 12 de maio de 2026 às 09:48
A inteligência artificial está cada vez mais presente no nosso cotidiano, e todos os dias novas ferramentas são desenvolvidas. Depois dos chatbots que respondem perguntas, crescem agora os agentes de IA: programas semiautônomos capazes de realizar diversas tarefas diretamente da máquina do usuário. >
Na prática, a promessa desses novos modelos é de criar secretários digitais. Além de apenas responder perguntas e criar imagens, os agentes podem realizar pesquisas, gerenciar arquivos, preencher formulários e enviar mensagens para seus contatos.>
Principais agentes de IA do mercado
A IBM descreve esses agentes como sistemas que usam modelos de IA para entender metas, criar planos, interagir com ferramentas e adaptar suas ações conforme novas informações aparecem, a pedido do usuário humano. A diferença para um chatbot comum está na capacidade do agente continuar operando para além do que lhe foi pedido. >
Vamos tomar um dos exemplos mais citados: você pede para ele marcar uma reunião com algumas pessoas e enviar um convite por e-mail com um anexo. Apenas com esse comando ele irá:>
Esse processo costuma seguir um ciclo: receber o objetivo, planejar, buscar informações, acionar ferramentas, avaliar o que encontrou e entregar uma resposta ou executar uma ação. Em sistemas mais avançados, o agente também pode pedir confirmação humana antes de decisões sensíveis.>
Os agentes de pesquisa estão entre os mais conhecidos. Eles buscam informações, comparam fontes, resumem documentos e ajudam a montar relatórios. Esse tipo de ferramenta tem aplicação vasta, desde áreas mais técnicas, como análise de dados financeiros, até pesquisa de tendências para produção nas redes sociais.>
Também existem agentes de programação, voltados a escrever, revisar e corrigir códigos. Além disso, eles podem analisar repositórios, sugerir melhorias, encontrar erros e automatizar partes do trabalho de desenvolvedores, embora ainda precisem de revisão humana em tarefas mais sensíveis.>
Já os agentes corporativos são criados para atuar dentro de empresas. Eles podem responder clientes, abrir chamados, organizar dados de vendas, apoiar equipes de RH, consultar documentos internos e executar etapas de processos repetitivos, sempre com permissões definidas pela organização.>
O mercado de agentes de IA já reúne gigantes como OpenAI, Anthropic, Google, Microsoft, Salesforce, IBM e ServiceNow. Essas empresas disputam espaço com plataformas pioneiras como o Moltbot, desenvolvido por Peter Steinberger.>
Imagine uma empresa que recebe dezenas de pedidos de suporte por dia. Um chatbot tradicional responderia a dúvidas simples. Um agente de IA poderia ir além: ler o histórico do cliente, classificar a urgência, consultar a base de conhecimento e abrir um chamado.>
Em um caso mais avançado, esse mesmo agente poderia verificar se há falha recorrente, sugerir uma solução, notificar a equipe responsável e atualizar o cliente. Em casos mais sensíveis, a empresa pode habilitar a aprovação humana antes de reembolso, cancelamento ou alteração de contrato.>
O desempenho superior aos programas tradicionais também incorre em outras problemáticas, como questionamentos sobre segurança e privacidade. Um erro de um chatbot fica limitado a uma resposta imprecisa; um erro de um agente de IA pode ser vazamento de dados pessoais ou envio de mensagens e programas errados.>
Um dos trabalhos nesse tema é o Agent Security Bench, publicado em 2024. O estudo criou um benchmark para testar ataques e defesas em agentes baseados em grandes modelos de linguagem, com cenários como e-commerce, finanças e direção autônoma.>
O resultado apontou vulnerabilidades em etapas como prompt do sistema, uso de ferramentas e memória, com taxa máxima média de sucesso de ataque de 84,3%. >