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Luiz Dias
Agência Correio
Publicado em 20 de maio de 2026 às 15:15
Quando pensamos em apreciar arte durante uma viagem, a primeira imagem costuma ser a de uma galeria silenciosa, com obras alinhadas na parede e o público circulando calmamente. Porém, saiba que existem destinos que mudam drasticamente essa lógica.>
Museus de arte diferenciados
O Museu da Imaginação combina arte, ciência e tecnologia em uma proposta lúdica e interativa voltada a todos os públicos. O próprio espaço se define como um centro cultural acessível para toda a família, com instalações imersivas e atividades de experimentação.>
A experiência é menos contemplativa e mais exploratória. O visitante entra em contato com ambientes que estimulam criação, percepção e brincadeira, em uma mistura de exposição, laboratório e instalação artística.>
A Casa do Eterno Retorno, da Meow Wolf, em Santa Fe, é uma instalação imersiva em forma de narrativa explorável. O espaço convida o visitante a investigar uma casa misteriosa, atravessar passagens, descobrir salas e montar sua própria leitura da história.>
Aqui você se torna narrador, leitor e escritor, tudo em todo lugar ao mesmo tempo. Misture ficção científica, fantasia e arte multimídia e você terá a Meow Wolf. Porém, a experiência nunca é a mesma, pois cada pessoa escolhe seu próprio caminho neste jogo de arte.>
O Dialogo nel Buio, instalado no Istituto dei Ciechi di Milano, propõe uma experiência guiada na escuridão completa. Durante o percurso, o visitante precisa se orientar pelos sentidos do tato, da audição, do olfato e do paladar.>
Sem a visão como guia principal, sons, cheiros, texturas e sabores se tornam os únicos guias dos visitantes. >
La Cité du Vin, em Bordeaux, é dedicada à cultura do vinho, mas funciona além de um museu tradicional. A exposição é descrita como uma experiência imersiva, interativa e sensorial, com percurso que termina com uma degustação no mirante do edifício.>
Dentro da experiência, o paladar é o principal protagonista. O visitante não aprende sobre vinho apenas por meio dos olhos e ouvidos, mas também por meio de suas próprias papilas gustativas.>
O teamLab Planets, em Tóquio, é um dos exemplos mais conhecidos de arte digital imersiva. O visitante percorre o espaço descalço, atravessa áreas com água, entra em ambientes de luz e pode interagir com obras por meio de aplicativos.>
O Alimentarium, em Vevey, é um intrigante museu dedicado à alimentação. Sua exposição trabalha com experimentos virtuais e sensoriais, atividades participativas e formas de mostrar a complexidade do ato de comer ao longo do tempo e em diferentes culturas.>
A Scentopia, em Sentosa, oferece uma experiência de criação de perfumes. O visitante participa de uma oficina para desenvolver sua própria fragrância, combinando cheiros e cores como uma brincadeira de criança.>
Aqui, a arte é quase invisível, flutuando no ar de forma que os olhos não podem ver. Ela não está em uma tela ou escultura, mas em cada pequena partícula de perfume em suspensão no ar.>
A Color Factory é uma experiência interativa dedicada à cor, com unidades em Nova York, Chicago e Houston. O espaço reúne mais de uma dezena de instalações imersivas e propõe um tipo de museu em que o visitante brinca e interage com um ambiente colorido digno de uma viagem em um arco-íris.>
Inhotim, em Brumadinho, é um museu de arte contemporânea e jardim botânico. O acervo tem foco em instalações, obras site specific, esculturas, vídeos, fotografias, performances, desenhos e pinturas, em diálogo direto com a paisagem.>
Essa é uma das experiências mais diretas quando o assunto é arte pelo toque. A mostra reúne 12 esculturas em bronze do acervo do museu, pensadas para que possam ser tocadas por pessoas com deficiência visual.>
O diferencial está na inversão da lógica tradicional do museu. Em vez de “não tocar”, a experiência convida o visitante a reconhecer formas, volumes e texturas com as mãos. A arte, nesse caso, passa a ser lida pelo corpo, não apenas pelos olhos.>