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Adeus, ilha na cozinha: a tendência mais barata e adaptável às casas brasileiras e que está dominando os projetos em 2026

Mais barata e adaptável a espaços reduzidos, a península substitui o isolamento das ilhas centrais por integração social e economia de metros quadrados

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Foto do(a) author(a) Raphael Miras
  • Agência Correio

  • Raphael Miras

Publicado em 28 de abril de 2026 às 19:00

Imagem Edicase Brasil
Em 2026, o design funcional privilegia a fluidez: entenda por que arquitetos estão trocando as grandes ilhas por penínsulas versáteis e tons quentes na decoração  Crédito: Imagem: Júlia Herman | Projeto: Escritório de arquitetura Isabella Nalon

O sonho da ilha de cozinha central, que dominou as revistas de decoração nos últimos anos, está dando lugar a uma solução mais inteligente e adaptada à realidade das moradias modernas: a península.

Se antes o objetivo era o isolamento total de um módulo central, em 2026 a prioridade é a fluidez, a economia de espaço e a integração social sem barreiras.

Projeto de cozinha com península assinado pelo arquiteto Rafael Zalc por Divulgação

O fim da "Ilha"? Entenda a mudança

Embora as ilhas ofereçam um ponto central para preparo de alimentos e armazenamento, elas exigem uma metragem quadrada considerável para permitir circulação em todos os seus quatro lados — no mínimo 90 cm de cada lado para evitar estrangulamentos no fluxo.

A península, por outro lado, conecta-se diretamente a uma parede ou à bancada principal, sendo acessível por três lados. Essa característica técnica elimina a necessidade de corredores amplos ao redor de toda a peça, tornando-a a opção ideal para apartamentos compactos e cozinhas integradas.

Funcionalidade e o "Triângulo de Trabalho"

Um dos maiores trunfos da península é a otimização da ergonomia. Ela facilita a organização do chamado triângulo de trabalho (pia, fogão e geladeira), encurtando os deslocamentos de quem cozinha.

Maior mansão do Brasil por Reprodução

Além disso, a estrutura funciona como um híbrido versátil: é superfície de preparo, mesa de refeições rápidas e, cada vez mais, suporte para o home office improvisado.

Do ponto de vista financeiro, a instalação da península costuma ser mais barata. Como ela utiliza pontos de hidráulica e eletricidade já existentes na parede de apoio, os custos de obra e o tempo de reforma são drasticamente reduzidos em comparação à construção de uma ilha isolada no centro do cômodo.

Estética e materiais para 2026

A tendência visual para este ano enterra as cozinhas "brancas de hospital". O que vemos agora são bases neutras em tons quentes, como o areia e o fendi fosco, combinadas com pontos de cor em azul profundo ou verde petróleo.

Nos materiais, o foco está na durabilidade e no toque natural:

• Tampos: O quartzo, o porcelanato de grande formato e as superfícies ultracompactas (como o Dekton) dominam pela resistência ao calor e facilidade de limpeza.

• Acabamentos: O estilo monolítico, onde a bancada desce até o chão (efeito cascata), traz sofisticação imediata ao ambiente.

• Iluminação: O uso de pendentes lineares instalados entre 70 cm e 90 cm acima da bancada é a regra de ouro para garantir luz de tarefa sem criar sombras cansativas.

Planejamento é a chave

Para quem pretende aderir à tendência, os especialistas alertam: a decisão deve ser pautada na circulação. É essencial garantir que a península não bloqueie a abertura de eletrodomésticos, como a lava-louças ou o forno.

Além disso, o uso de banquetas ergonômicas em couro ou linho e a instalação de torres de tomada embutidas garantem que a cozinha deixe de ser apenas um local de serviço para se tornar o coração social da casa.

A integração inteligente de ambientes não apenas melhora o dia a dia, como também valoriza o imóvel no mercado imobiliário, atraindo compradores que buscam lares práticos e multifuncionais.