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Helena Merencio
Agência Correio
Publicado em 14 de maio de 2026 às 17:17
A cômoda grande começou a perder espaço por um motivo simples: os quartos ficaram pequenos demais para móveis que querem mandar no ambiente inteiro. >
Durante muito tempo, ela foi aquela peça quase obrigatória no quarto, usada para guardar roupas dobradas, apoiar objetos e resolver tudo o que o armário não dava conta.>
Só que, em apartamentos compactos e microcasas, esse tipo de móvel passou a cobrar um preço alto. >
A cômoda ocupa chão, pesa no visual, exige espaço para abrir gavetas e ainda costuma virar um ponto de acúmulo no tampo. Em vez de ajudar, muitas vezes deixa o quarto mais apertado do que já é.>
A tendência agora é guardar melhor sem ocupar tanto.>
comoda
Projetos atuais têm lidado com uma conta cada vez mais difícil: colocar cama, circulação, armário e área de apoio em ambientes de poucos metros; uma cômoda tradicional pode ocupar facilmente 1 metro quadrado de piso, área que faz diferença em quartos com menos de 12 m².>
Não é só a metragem que pesa. O volume visual de uma peça robusta também interfere na sensação do ambiente. >
Mesmo organizada, a cômoda pode deixar o quarto com aparência mais cheia, principalmente quando divide espaço com cama, criado-mudo, guarda-roupa e objetos do dia a dia.>
Outro ponto está no uso. Gavetas precisam de área livre para abrir, e isso vira problema em quartos estreitos. O tampo, por sua vez, costuma acumular perfumes, papéis, acessórios e pequenas bagunças que acabam reforçando a sensação de desordem.>
Quando a proposta é criar um quarto mais leve, arejado e fácil de circular, ela costuma ser uma das primeiras peças a sair.>
A solução que ganhou força não é um móvel específico, mas uma forma diferente de pensar o armazenamento. >
Em vez de concentrar tudo em uma cômoda, a organização passa a ocupar pontos diferentes do quarto.>
Camas com gavetas embutidas aproveitam o espaço sob o colchão, uma área que muitas vezes fica esquecida. Prateleiras flutuantes usam as paredes sem comprometer a circulação. Nichos, cabideiros e estantes altas ajudam a distribuir roupas, livros, acessórios e objetos de uso diário.>
A troca da cômoda por soluções compactas não mexe só na decoração. Ela muda o uso do quarto.>
Sem um móvel pesado bloqueando parte do piso, fica mais fácil varrer, aspirar e alcançar cantos que antes ficavam escondidos. A rotina de limpeza deixa de depender de arrastar móveis ou contornar obstáculos.>
Também há ganho de flexibilidade. Módulos, caixas, araras e prateleiras podem ser ajustados conforme a necessidade muda. Uma cômoda grande, por outro lado, costuma prender o quarto a uma única configuração.>
Roupas usadas todos os dias podem ficar em uma arara compacta ou em nichos abertos. Peças de outras estações funcionam melhor em caixas organizadoras sob a cama. Acessórios menores podem ocupar ganchos na lateral do armário.>
Antes de trocar a cômoda por prateleiras, módulos ou cabideiros, vale observar a rotina real do quarto. O que precisa estar sempre à mão deve ficar em pontos fáceis de alcançar. O que aparece pouco pode ir para áreas menos visíveis, como caixas sob a cama.>
Copiar um modelo pronto nem sempre funciona. Cada quarto tem um fluxo diferente, e uma solução bonita em foto pode atrapalhar se ficar alta demais, bloquear passagem ou criar nova bagunça.>
Por isso, a dica é testar a disposição por alguns dias antes de furar paredes. Assim, dá para perceber se os objetos ficaram acessíveis, se a circulação melhorou e se o quarto realmente ficou mais prático.>