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Adeus, telha de barro: nova cobertura de casas gera energia e deixa fachada bonita sem uso de placas solares aparentes

Telhas fotovoltaicas substituem a cobertura comum e produzem eletricidade, mas ainda exigem investimento alto e planejamento antes da compra

  • Foto do(a) author(a) Helena Merencio
  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Helena Merencio

  • Agência Correio

Publicado em 4 de junho de 2026 às 18:18

De longe parece apenas um telhado moderno; de perto, é uma cobertura preparada para transformar luz em energia
De longe parece apenas um telhado moderno; de perto, é uma cobertura preparada para transformar luz em energia Crédito: Ilustração gerada por IA

A velha telha de barro ganhou uma concorrente que parece saída de um projeto de casa futurista. Em vez de apenas cobrir o imóvel, a nova peça promete proteger da chuva, manter o desenho do telhado mais discreto e ainda transformar o sol em eletricidade para os aparelhos da casa.

Essa é a lógica das telhas solares fotovoltaicas. Elas ocupam o lugar da cobertura comum e dispensam, em muitos projetos, aqueles painéis grandes instalados por cima do telhado.

Telha sanduíche por Reprodução

A solução chama atenção pelo acabamento mais limpo, mas ainda está longe de ser uma troca simples: custa mais, rende menos por metro quadrado que os painéis tradicionais e exige cálculo antes da compra.

Energia no telhado

Telhas solares funcionam com o mesmo princípio das placas fotovoltaicas. A diferença está na forma. As células que captam a radiação solar ficam embutidas nas próprias peças da cobertura, em vez de serem instaladas como uma estrutura separada.

Depois da captação, a energia passa por um inversor, responsável por transformar a eletricidade gerada em energia utilizável dentro da casa. Enquanto isso, a cobertura continua cumprindo seu papel mais básico: proteger contra chuva e vento.

Economize na diária do pedreiro e no tempo de obra com essa opção de telhas
Economize na diária do pedreiro e no tempo de obra com diversas opções de telhas Crédito: Magnific

Pesquisas sobre células de silício ultrafinas indicam que sistemas do tipo podem ficar mais leves e adaptáveis à arquitetura.

Na obra, porém, o processo não é tão simples. A cobertura antiga precisa sair, as novas peças entram em módulos e a fiação deve ser conectada ao inversor central.

Visual é o atrativo

Quem olha para essa tecnologia costuma se interessar primeiro pela estética. Painéis convencionais ficam aparentes e mudam bastante a fachada da casa. Já as telhas solares tentam se misturar ao desenho do imóvel, com versões planas ou onduladas.

Esse detalhe pesa em condomínios fechados, bairros históricos com regras visuais e construções novas, onde o acabamento faz parte do projeto desde o início.

Também existe diferença de material. Telhas de barro podem absorver umidade e ganhar peso em dias de chuva. Modelos solares feitos com vidro temperado e polímeros são impermeáveis e mais leves, o que pode aliviar a estrutura do telhado.

Preço muda a conta

A parte menos sedutora aparece no orçamento. Telhas solares seguem mais caras que sistemas equivalentes com painéis tradicionais, com valores que variam conforme marca, modelo e instalação.

Painéis solares instalados na cobertura para captação de energia solar - projeto Casa Alphaville Feira de Santana - Projeto Arkie+
Painéis solares instalados na cobertura para captação de energia solar - projeto Casa Alphaville Feira de Santana - Projeto Arkie+ Crédito: Dander Freitas

Além disso, a eficiência costuma ser menor por metro quadrado. Como as peças acompanham a inclinação do telhado, nem sempre ficam no melhor ângulo para receber sol.

Reparos também pedem mão de obra especializada. Somando preço, instalação e desempenho, o retorno do investimento costuma ficar entre 8 e 11 anos.

Por isso, qualquer promessa de apagar a conta de luz rapidamente deve ser vista com desconfiança.

Escolha depende do projeto

Para quem busca economia mais rápida, os painéis solares comuns ainda costumam vencer. São mais baratos, mais eficientes e entregam retorno financeiro melhor na maioria dos casos.

Telhas solares fazem mais sentido quando estética, integração ao imóvel e sustentabilidade pesam tanto quanto a economia. Obras novas e grandes reformas são os cenários mais favoráveis, porque o custo pode entrar no planejamento desde o começo.

Antes de fechar negócio, vale avaliar consumo da casa, incidência solar, tamanho do telhado e regras da ANEEL.

Isso é importante pois sistemas desse tipo podem reduzir a conta de luz, diminuir a pegada de carbono e ter garantia de geração por cerca de 25 anos, mas ainda não representam uma aposentadoria definitiva da telha de barro.

Para quem quer visual e pensa no longo prazo, é uma opção promissora. Para economizar mais rápido, as placas tradicionais seguem na frente.

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Tecnologia