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Helena Merencio
Agência Correio
Publicado em 27 de maio de 2026 às 19:00
Um túnel de terra no muro, algumas asas perto da janela ou um pedaço de madeira esquecido no quintal podem parecer pouca coisa. Só que esses detalhes, quando envolvem cupins, funcionam como aviso antecipado de um problema capaz de chegar a portas, rodapés, armários e outras estruturas de madeira. >
Perceber a infestação ainda no jardim ajuda a reduzir o risco de danos maiores. Muitas colônias começam em áreas externas, perto do solo, de árvores, mourões, decks, vasos, troncos velhos, cercas deterioradas e restos de madeira.>
Cupim
Ambientes com sombra, umidade e matéria orgânica disponível favorecem a presença desses insetos. Por isso, casas com madeira em contato direto com o solo ou estruturas próximas a pontos úmidos precisam de atenção frequente.>
O cupim nem sempre aparece primeiro no móvel da sala. Em muitos casos, os sinais surgem no quintal, em frestas, paredes externas, batentes, muros e áreas próximas ao piso.>
Durante uma vistoria simples, alguns indícios já pedem cuidado. Túneis pequenos de terra em muros, paredes ou rodapés podem indicar atividade da colônia.>
Asas descartadas perto de portas, janelas e pontos de luz também merecem atenção. Outro sinal comum é a madeira com som oco ao toque, além de pó fino acumulado perto de peças de madeira.>
Portas emperrando sem motivo aparente completam a lista de alertas. Quando esses sinais aparecem juntos, o problema pode estar avançando em silêncio.>
Cupins conseguem entrar por frestas pequenas, conduítes, rachaduras, vãos no piso e pontos onde a madeira encosta em áreas úmidas.>
Rodapés e batentes costumam ser alvos frequentes porque ficam próximos ao chão. Além disso, essas partes da casa podem esconder o avanço da colônia por mais tempo.>
Imóveis com infiltração, pouca ventilação ou madeira sem tratamento ficam mais vulneráveis. Nessas condições, o dano pode crescer por dentro até deixar a peça frágil, deformada ou oca.>
Furinhos na madeira, pó parecido com serragem, partes quebradiças e barulhos discretos em ambientes silenciosos podem indicar que o cupim já se instalou no móvel.>
Nessa fase, a aparência externa engana. Mesmo quando a superfície parece preservada, a parte interna pode estar comprometida.>
Antes que o conserto pese no bolso, vale olhar com calma para os pontos mais sensíveis da casa.>
Armários encostados em paredes úmidas podem favorecer manchas, mofo e esconderijos pouco ventilados.>
Guarda-roupas fechados por muito tempo também acumulam umidade com facilidade, principalmente quando há roupas, sapatos e objetos guardados sem circulação de ar.>
Portas internas com pintura danificada merecem observação. O problema pode indicar desgaste, ação da umidade ou necessidade de reparo preventivo.>
Rodapés perto de banheiros e cozinhas exigem cuidado extra, já que ficam mais expostos a respingos, vapor e infiltrações.>
Móveis antigos guardados em depósitos ou garagens também entram na lista. Sem ventilação adequada, eles podem acumular poeira, umidade e sinais de deterioração.>
A prevenção começa pela área externa. Madeira acumulada no jardim deve ser removida, frestas precisam ser vedadas e pontos de umidade devem ser corrigidos.>
Também é importante evitar que móveis, cercas, decks ou outras estruturas fiquem em contato direto com o solo. Inspeções regulares ajudam a encontrar sinais de cupim antes que a colônia se espalhe.>
Quando há túneis de terra, muitas asas descartadas ou suspeita de infestação dentro de casa, a avaliação especializada é o caminho mais seguro. Agir cedo protege portas, rodapés e móveis, além de evitar que um sinal discreto no jardim se transforme em um prejuízo caro.>