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Astrônomos confirmam oficialmente a descoberta da primeira caverna vulcânica em Vênus

Estrutura subterrânea em Vênus pode mudar o que sabemos sobre o planeta mais quente do Sistema Solar

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 2 de abril de 2026 às 10:00

Cientistas revisitam dados antigos da NASA e encontram enorme espaço vazio sob a superfície do planeta
Cientistas revisitam dados antigos da NASA e encontram enorme espaço vazio sob a superfície do planeta Crédito: NASA/SDO, AIA/Wikimedia Commons

Cientistas confirmaram a existência da primeira caverna vulcânica em Vênus ao reanalisar dados coletados nos anos 1990 pela sonda Magellan, da NASA. A descoberta revela que o planeta vizinho da Terra guarda surpresas mesmo décadas depois das primeiras missões.

O estudo foi publicado na revista Nature Communications e mostra que imagens antigas ainda podem esconder grandes revelações. Além disso, o achado reacende o interesse por novas viagens espaciais ao planeta.

Observar planetas distantes não é tarefa simples por Divulgação

Debaixo de uma superfície marcada por vulcões e calor extremo, havia um vazio gigante que ninguém tinha confirmado até agora.

Um buraco escondido em um vulcão

A caverna fica na encosta de Nyx Mons, um enorme vulcão de Vênus. Para se ter ideia, ele se espalha por centenas de quilômetros, formando uma paisagem que lembra grandes áreas vulcânicas da Terra, só que em escala muito maior.

Os pesquisadores revisaram imagens de radar feitas entre 1990 e 1992. Na época, a tecnologia era mais limitada. Agora, com novas análises, eles perceberam detalhes que tinham passado despercebidos.

A pista principal foi uma claraboia, que surge quando o teto de um túnel de lava desaba. Foi exatamente isso que o radar mostrou: um espaço vazio logo abaixo da superfície, indicando a existência da caverna.

Uma estrutura maior do que se imaginava

A caverna tem cerca de um quilômetro de diâmetro e pode chegar a 45 quilômetros de extensão. Em comparação, ela é maior do que cavernas semelhantes já encontradas na Lua, em Marte e até no nosso planeta.

Esses túneis se formam quando a lava quente escorre pela superfície. A parte de cima esfria primeiro e cria uma espécie de teto. Depois que a lava para de fluir, sobra um corredor vazio por dentro.

Os cientistas compararam a descoberta a cavernas famosas na Terra, como a Cueva de los Verdes, na Espanha. No entanto, em Vênus, tudo parece acontecer em proporções muito mais impressionantes.

Por que isso é importante

Vênus tem uma gravidade um pouco menor que a da Terra e uma atmosfera extremamente densa. Essas características ajudam a formar túneis internos mais largos e resistentes, que podem durar por muito tempo.

Além disso, as imagens antigas não tinham a mesma nitidez que os equipamentos atuais. Por isso, outras cavernas podem estar escondidas no planeta, esperando por uma nova análise mais detalhada.

Segundo os pesquisadores, em comunicado, "os resultados deste artigo também são de interesse para futuras missões a Vênus, como a EnVision e a VERITAS". Eles explicaram que essas naves terão “um radar orbital de penetração no solo capaz de alcançar várias centenas de metros de profundidade”.

Isso significa que, nos próximos anos, os cientistas poderão investigar o que existe sob a superfície do planeta com muito mais precisão. E, ao que tudo indica, essa pode ser apenas a primeira de muitas descobertas surpreendentes em Vênus.